
O presidente da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST) apresentou a sua demissão no final da semana passada, segundo fonte oficial.
O pedido de demissão de Eduardo Barroso foi entregue à ministra da Saúde através de carta entregue no final da semana passada.
Fonte do gabinete de Ana Jorge + adiantou à Lusa que Eduardo Barroso se manterá em funções até ser substituído.
A mesma fonte não adiantou quem irá substituir Eduardo Barroso.
A demissão de Eduardo Barroso segue-se a uma polémica com os incentivos aos transplantes, tema que motivou já uma acção da Inspecção-Geral das Actividades da Saúde (IGAS). Na base do inquérito da IGAS estão as notícias divulgadas pelo jornal DN de Lisboa e a revista Visão.
O matutino revelou recentemente que o Estado pagou 23 milhões de euros a médicos e hospitais no ano passado, ao abrigo do sistema de incentivos ao transplante de órgãos criado na década de 90.
O jornal adiantou que Eduardo Barroso, enquanto médico da unidade de transplantação do Hospital Curry Cabral + (Lisboa), recebeu, em Novembro do ano passado, 30 mil euros, na sequência da realização de 23 transplantes.
Também a revista Visão referiu que entre a equipa de enfermagem do Curry Cabral só alguns recebem incentivos e acrescenta que as equipas de transplantes renais e do coração dos Hospitais da Universidade de Coimbra + (HUC + ) "nunca receberam um cêntimo".
Mais tarde, Eduardo Barroso afirmou que as notícias publicadas "ofenderam" a sua "dignidade pessoal", considerando que foi "um ataque inaceitável, feito de má-fé e encomendado".
Fonte: JM