Thursday, June 4, 2009

"SAÚDE EM MOVIMENTO" - INFORMAR E ACONSELHAR SOBRE A DISFUNÇÃO ERÉCTIL





Pelo segundo ano a iniciativa "Saúde em Movimento" ruma à Europa tendo como ponto de partida várias cidades portuguesas. Depois de Lisboa e Aveiro terem recebido nos passados dias a Unidade Móvel Saúde em Movimento, chegou a vez do Porto. Nos dias 4 e 5 de Junho, entre as 8h00 e as 19h00, na Praça dos Leões, uma equipa de profissionais de saúde composta por psicólogos e enfermeiros vai continuar a informar e aconselhar quem procura soluções para problemas relacionados com a Disfunção Eréctil, Diabetes e Hipertensão.








O roteiro nacional termina no Porto, de onde a Unidade Móvel parte para a Holanda, Polónia, Roménia e Espanha.





O êxito da iniciativa "Saúde em Movimento", que teve início em Portugal há seis anos, estende-se pelo segundo ano consecutivo a outras cidades europeias. Em Portugal e por todo o Velho Continente, a unidade Móvel será um espaço de informação e esclarecimento. Informar e elucidar a população sobre a disfunção eréctil, as suas causas e quebrar alguns dos tabus que lhe estão associados são os principais objectivos desta iniciativa.







«Em Portugal estima-se em cerca de meio milhão os Homens que sofrem de Disfunção Eréctil. Desses, apenas 10% a 20% estão diagnosticados e cerca 10% estão em tratamento, o que significa que há pelo menos, 450 mil que ainda sofrem em silêncio», explica Jorge Rocha Mendes, médico urologista e Presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia.







Jorge Rocha Mendes acrescenta ainda, «A disfunção eréctil é hoje em dia encarada como um sinal de alerta de uma possível doença cardiovascular, e deve ser encarada como tal. Para além disso, a DE pode ter graves repercussões na qualidade de vida do homem e do próprio casal. Muitas vezes, as pessoas não sabem como fazer para iniciar o tratamento. Estas iniciativas de sensibilização são muito importantes na medida em que são fundamentais para alertar e sensibilizar os casais e mostrar-lhe que há tratamentos disponíveis», acrescenta.







A Unidade Móvel de Apoio e Aconselhamento termina o roteiro nacional no Porto, nos dias 4 e 5 de Junho, na Praça Parada Leitão, de onde parte para a Holanda. Além fronteiras a Unidade Móvel de Apoio e Aconselhamento estará presente na Holanda entre os dias 9 e 16 de Junho seguindo-se a Polónia, nos dias 19 e 23 de Junho. A Roménia recebe esta iniciativa durante cinco dias, entre 26 e 30 de Junho antes de encerrar o seu percurso pela Europa, na vizinha Espanha onde a Unidade Móvel de Apoio e Aconselhamento estará de 6 a 10 de Julho.







"Saúde em Movimento" é uma iniciativa de sensibilização e informação sobre disfunção eréctil que a nível europeu é apoiada pela Lilly e em Portugal é promovida pela Sociedade Portuguesa de Andrologia (SPA).







Para mais informações pode ainda consultar o www.vivebem.com, www.amardenovo.com ou http://www.spandrologia.pt/.






A Disfunção Eréctil (DE) é definida como a incapacidade em atingir ou manter uma erecção suficiente para manter uma relação sexual. Estima-se que aproximadamente 189 milhões de homens em todo o mundo sofrem de DE. Especialistas acreditam que cerca de 80 a 90% dos casos de DE estão relacionados com situações clínicas como a hipertensão, a diabetes, a hiperlipidémia e o tabagismo, podendo ainda estar associada a outros factores como lesões neurológicas (prostatectomia e utilização de fármacos. Os restantes 10 a 20% estão associados a factores psicossociais. Em Portugal a disfunção eréctil é uma patologia com alta prevalência, que afecta aproximadamente 500 mil homens.










Fonte: MultiCom

Monday, June 1, 2009

CONJUNTIVITE: COMO CORTINAS FECHADAS






É assim que ficam os olhos com conjuntivite: as pálpebras colam, como se fossem cortinas. E os cantos são inundados por lágrimas. A culpa tanto pode ser de vírus como de bactérias ou ainda das alergias sazonais.






Se ao acordar tiver dificuldade em abrir as pálpebras, se for incomodado por uma sensação de areia nos olhos e se eles se apresentarem vermelhos e lacrimejantes, o mais provável é ser uma conjuntivite.





Trata-se de uma inflamação ou infecção da conjuntiva, a membrana transparente que cobre parte do olho e que é sensível a vírus e bactérias, mas também a substâncias como o cloro e o aparentemente inofensivo pólen das flores, entre outros alergénios.





Quando em contacto com qualquer um destes potenciais agressores, a conjuntiva pode ficar inflamada, apresentando-se vermelha, causando comichão e aumentando a produção de lágrimas.





A estes sinais podem juntar-se uma maior sensibilidade à luz, visão nublada e a produção de muco, mais ou menos espesso. Estes são sintomas partilhados pelas diversas formas de conjuntivite, inflamação ou infecção, que não escolhe idades. E que nos recém-nascidos pode ter como causas a imaturidade do canal lacrimal ou uma doença sexualmente transmissível contraída durante o parto.





Neste caso particular, designado como oftalmia neonatal, o que acontece é que, estando a mãe infectada com clamídia ou gonorreia, o bebé entra em contacto com essas bactérias, desenvolvendo uma forma grave de conjuntivite.









Tratar para não contagiar





Com esta excepção, a conjuntivite normalmente não tem consequências severas, mas requer uma intervenção precoce dado o seu elevado grau de contagiosidade, se a causa for infecciosa. Significa isso que, perante os primeiros sintomas oculares, há que procurar o médico, de modo a identificar a origem. Um dos elementos que ajuda a fazer essa distinção é a descarga que se

liberta dos olhos: mais aquosa e esbranquiçada quando a causa é viral, mais espessa e amarelada ou esverdeada quando é bacteriana.





O tratamento depende, pois, da causa. A conjuntivite bacteriana trata-se com recurso a antibióticos, sob a forma de uma pomada ou gotas. No caso da viral, que não beneficia destes medicamentos, há que deixar o vírus seguir o seu curso, atenuando s sintomas com a ajuda de um colírio (não antibiótico), das chamadas "lágrimas artificiais" ou simplesmente de soro fisiológico.





Quando a causa é alérgica, as melhorias ocorrem com a toma de anti-histamínicos. Já no que respeita à exposição a substâncias irritantes, o alívio é conseguido através da lavagem dos olhos com água morna, devendo-se evitar o contacto com a causa (não frequentando a piscina durante algum tempo, por exemplo).





Em relação à oftalmia neonatal, requer a administração preventiva de antibiótico, o mais cedo possível após o nascimento, já que a visão pode ser afectada. Quando a conjuntivite é recorrente num recém-nascido, pode significar que o canal lacrimal não está completamente aberto: o pediatra avalia a situação e, se não houver desobstrução espontânea, pode remeter para a intervenção especializada de um oftalmologista.



O grande problema associado à conjuntivite infecciosa, é que se trata de uma doença altamente contagiosa. Uma pessoa infectada pode contagiar outras durante uma a duas semanas após os primeiros sintomas, o que explica que a conjuntivite se espalhe nas creches e infantários e que uma criança doente deva ficar em casa até não haver risco de contágio.





As mãos são o principal veículo da infecção, o mesmo acontecendo com a partilha de objectos pessoais, da toalha à almofada, das lentes de contacto aos colírios, passando pelos cosméticos. Daí que a prevenção passe pelo uso individual destes objectos e por uma boa higiene das mãos, evitando levá-las aos olhos.









Creches de risco





As creches e os infantários são locais de risco no que toca à conjuntivite. E isto porque são locais de grande concentração de crianças, que têm mais dificuldade em evitar os gestos que facilitam o contágio.





É que as crianças brincam muito próximas uma das outras, o contacto físico é uma constante e a partilha de brinquedos e outros objectos uma prática natural. Além disso, levam com frequência as mãos aos olhos, esfregando-os (o que não admira, pois a conjuntivite causa muita comichão).





Quando a infecção está localizada num olho facilmente passa para o outro. E com a mesma facilidade passa para os olhos de um ou mais companheiros de brincadeiras. Daí a importância de a criança ficar em casa até estar completamente livre de infecção.









Colírios, modo de uso





O tratamento da conjuntivite passa, quase sempre, pela aplicação de pomadas ou beneficiando também dos colírios e do soro fisiológico. São de aplicação simples, mas, em nome da prevenção, importa adoptar alguns cuidados:





• Lavar bem as mãos, antes de aplicar;





• Deixar cair uma gota na zona afectada e apenas uma de cada vez;





• Fechar os olhos por dois minutos para que o produto se espalhe;






• Não tocar no olho com os dedos ou com o aplicador do frasco ou da bisnaga do medicamento;





• Lavar as mãos após cada aplicação;





• Manter as embalagens bem fechadas e ao abrigo da luz;





• Não guardar o medicamento uma vez findo o tratamento.












Fonte: FARMÁCIA SAÚDE - ANF

Friday, May 29, 2009

COMISSÃO EUROPEIA LANÇA NOVA FASE DA CAMPANHA HELP - POR UMA VIDA SEM TABACO



Marta Santos


A Comissária Europeia para a Saúde e Defesa do Consumidor, Androulla Vassiliou, lança no dia 31 de Maio a 2ª fase de uma das maiores iniciativas de sensibilização relativa a questões de saúde pública: a campanha "Help - Por uma vida sem tabaco".






Esta campanha, da responsabilidade da Comissão Europeia, tem como finalidade evitar que os jovens comecem a fumar (prevenção), ajudá-los a deixar o vício (cessação) e chamar a atenção para o problema do tabagismo passivo. Os públicos prioritários são os jovens e jovens adultos (idades entre os 15 e os 34 anos), com particular enfoque para os grupos de risco e para as raparigas.





Depois de uma primeira fase que decorreu entre 2005 e 2008, o projecto anti-tabaco da CE está de regresso para mais dois anos de combate àquela que é a principal causa evitável de morte na União Europeia.





A nova campanha é lançada oficialmente no Dia Mundial Sem Tabaco, que se celebra a 31 de Maio de 2009, e decorrerá até final de 2010, envolvendo acções nos 27 Estados-membros da União Europeia, num investimento que ascende a 34 milhões de euros. Em Portugal, a data será assinalada através de uma acção de medição de CO, a decorrer no Amoreiras Shopping Center, entre as 10h00 e as 22h00.









"Dá-nos o teu conselho"





Além das acções no terreno, onde se destacam as medições de monóxido de carbono efectuadas junto da população, a campanha Help tem como principal ferramenta os novos media, através dos quais é promovida a interactividade com o seu público.





Com o objectivo de potenciar essa interactividade, todo o material da campanha - spots de televisão, anúncios, banners de Internet, novo portal, actividades no terreno - gira em torno de conselhos para quem deseja deixar de fumar, sem esquecer aqueles que estão numa fase de iniciação e os fumadores passivos. Além de propor sugestões e conselhos, a Help recolhe as dicas do público.

Para abranger o maior número possível de jovens, a campanha Help estará presente na televisão, através de uma campanha de spots em 104 canais; na Internet, com presença em sites pan-europeus, MSN, MTV e Yahoo e sites nacionais, e através do portal www.help-eu.com, disponível em 22 línguas - um recurso interactivo que contém sugestões e conselhos. A partir do Verão, os stands Help espalhados pelos cerca de 250 eventos no terreno colocarão ainda à disposição dos visitantes um balcão de apoio cibernético.





A mensagem é transmitida em jeito de convite para incentivar o público a participar activamente, cabendo-lhe propor sugestões e conselhos. As dicas, referidas em todos os materiais promocionais, pretendem ajudar os jovens nas 3 vertentes da campanha: prevenção, cessação e tabagismo passivo.





Os conselhos poderão depois ser consultados no site da campanha, onde também serão recolhidos testemunhos, em formato de texto ou vídeo.





No dia 31 de Maio é também lançada a nova campanha de spots de televisão, os quais apresentam dicas humorísticas e descabidas relativas a situações da vida quotidiana dos jovens, convidando-os a visitar o site para ouvir e dar outros conselhos.









Maior envolvimento dos jovens






A nova fase da campanha procura envolver ainda mais os jovens neste projecto, levando-os a participar mais activamente em todo o processo. Várias organizações europeias da juventude, nomeadamente a EMSA (European Medical Students Association), a ENSA (Associação Europeia dos Estudantes de Enfermagem), IFMSA (Federação Internacional da Associação de Estudantes de Medicina), EPSA (Federação Europeia de Estudantes de Psicologia), para além do Fórum Europeu da Juventude, assumiram já o compromisso de participar activamente na campanha.





Representantes dessas organizações têm desde já assento no Conselho Consultivo da Campanha Help, de que fazem parte responsáveis das principais entidades de controlo do tabaco e tabagismo a nível europeu, com o objectivo de supervisionar os desenvolvimentos da campanha e garantir a sua coerência estratégica.





A participação dos jovens tem, aliás, sido fundamental nas acções de medição de CO realizadas em Portugal. Nas sete acções organizadas este ano, com destaque para escolas e eventos desportivos, foram testadas mais de 1.800 pessoas, o que, juntando às 45 acções realizadas entre 2006 e 2008, totaliza mais de 11 mil indivíduos.









Fonte: Imago – Imagem e Comunicação


CRIANÇAS PORTUGUESAS NÃO TÊM FALTA DE IODO



Henrique Santos



Depois de números muito alarmantes referente às grávidas portuguesas, os primeiros dados da segunda fase do Estudo do Aporte de Iodo em Portugal dão conta de que as crianças entre os 7 e os 12 anos podem não estar a sofrer de carência deste nutriente.






Os resultados preliminares do 1º Estudo Epidemiológico sobre Aporte de Iodo em Portugal mostram que as crianças entre os 7 e os 12 anos não apresentam carência de iodo, revelou Edward Limbert, coordenador da investigação e membro do Grupo de Estudo da Tiróide da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo.





Os primeiros resultados sobre a região de Lisboa dão conta que a mediana registada de aporte do nutriente, 126 microgramas por litro (μg/L) de urina, está acima dos mínimos recomendados pela Organização Mundial de Saúde: 100 μg/L de urina.





A avaliação do aporte de iodo nas crianças do 1º e 2º ciclo de escolaridade representa a segunda fase deste estudo epidemiológico, cuja primeira etapa, divulgada em 2007, demonstrou que as grávidas portuguesas apresentavam valores muito deficitários.





Na altura, o Grupo de Estudo da Tiróide determinou que 80% das mais de 3000 grávidas, estudadas em 17 maternidades portuguesas, tinham valores de iodo abaixo do desejável e que apenas cerca de 20% por cento não registavam carência de iodo.





Micronutriente essencial ao organismo, o iodo é um elemento chave para que a tiróide produza as suas hormonas, responsáveis pelo funcionamento normal de funções vitais como a frequência cardíaca, a regulação da temperatura, o funcionamento intestinal, a força muscular ou a memória. As hormonas tiroideias são também essenciais para o normal desenvolvimento do sistema nervoso das crianças durante a gestação e nos primeiros anos de vida. O iodo está naturalmente presente no peixe, em frutos e vegetais e também na água, mas em pouca quantidade.





Nas grávidas, a necessidade de iodo é 50% maior e os níveis reduzidos de ingestão do nutriente podem, se acentuados, dar origem ao hipotiroidismo e a um aumento da hormona hipofisária, podendo provocar o desenvolvimento de bócio na mãe e no feto. A carência de iodo é a causa do bócio endémico que constitui ainda grave problema de saúde pública em várias regiões do mundo.





Segundo o Grupo de Estudo da Tiróide, "no nosso país, o bócio endémico deixou de constituir problema. No entanto, trabalhos recentes vieram indicar que a deficiências de iodo, ainda que moderadas e em fases críticas da gravidez, podem ser causa de alterações no desenvolvimento do sistema nervoso das crianças, dando origem a alterações cognitivas com repercussões na aprendizagem escolar". De acordo com Edward Limbert, uma das soluções é "iniciar a suplementação de iodo logo desde o planeamento da gravidez" ou, pelo menos, no início da gestação.





Os resultados finais da segunda fase do 1º Estudo Epidemiológico sobre Aporte de Iodo em Portugal vão ser divulgados até ao final deste ano.









Fonte: Ymed

Monday, May 25, 2009

AUTO-EXAME DA MAMA



Mamografia e Despiste do Cancro da Mama. Um dos grandes acontecimentos do século XX no mundo ocidental, foi a tomada de consciência por parte das mulheres da necessidade de uma maior intervenção social, politica e económica.




Curiosamente, estas mulheres têm por vezes uma atitude expectante quando se trata da sua saúde, negligenciando sintomas que as deviam alertar.



A mulher deve encarar a sua saúde de uma forma mais participativa, de maneira que de um modo simples e com alguns exames não invasivos, possa beneficiar de toda uma panóplia de meios que só a beneficiarão.



O segredo para a classe médica, será de envolver todas as mulheres nesta cruzada contra o cancro e sobretudo para a necessidade de uma detecção precoce.







» A prevenção em Senologia



A verdadeira prevenção não existe, porque as causas de cancro na mama são múltiplas e ainda não totalmente identificadas. No entanto, a mamografia é o método mais fiável de despistagem precoce do cancro da mama.



O cancro da mama é a primeira causa de mortalidade na mulher.



Cerca de 30.000 novos casos são detectados por ano. Estudos efectuados nos Estados Unidos, Suécia e Holanda demonstraram que a detecção precoce, fez baixar a taxa de mortalidade entre 30 e 40%.




Quanto mais precoce for a despistagem, maior e melhor será a expectativa de vida.



É importante conhecer os sinais que podem revelar um cancro da mama:
- Um nódulo pequeno ou espessamento da pele;
- Uma modificação da forma da mama ou um mal-estar persistente;
- Escorrência mamária fora de um contexto de gravidez.
Em caso de aparecimento destes sinais deverá consultar imediatamente o seu médico.



Para as mulheres que não têm nenhum sintoma as recomendações médicas são as seguintes:



- Mulheres com mais de 20 anos, deverão proceder mensalmente e após o período menstrual a um cuidadoso auto-exame.



- Mulheres com mais de 50 anos deverão efectuar uma mamografia de dois em dois anos.



As mulheres com antecedentes familiares ou pessoais de cancro da mama, devem consultar o seu médico que julgará da oportunidade, de efectuar mamografias com um tempo de repetição menor.



SIGA AS RECOMENDAÇÕES DO SEU MÉDICO. A MAMOGRAFIA NÃO É UM LUXO, PODE SALVAR-LHE A VIDA. O CANCRO DA MAMA DESENVOLVE-SE LENTAMENTE, GERALMENTE, NECESSITA DE 6 A 8 ANOS PARA ATINGIR UM TAMANHO DE 1cm. POR ISSO QUANTO MAIS PEQUENO E MAIS LOCALIZADO MELHOR SERÃO AS POSSIBILIDADES DE CURA.


O que é o Auto-Exame?



É o exame efectuado pela própria mulher, que conhecendo bem todas as particularidades das suas mamas, lhe permite uma melhor apreciação das alterações que decorrerão no decurso da sua vida.







» Quando fazer?



Faça o auto-exame uma vez por mês.
A melhor ocasião é na primeira semana após o ciclo menstrual, altura em que há menor tensão mamária. Para as mulheres já na menopausa ou que tenham sido submetidas a uma operação ao útero ou ovários, o auto-exame deve ser feito no mesmo dia de cada mês, como por exemplo todo dia 15.







» O que procurar?



Diante do espelho:



» Deformações ou alterações do formato das mamas

» Abaulamentos ou refracções

» Fenda à volta do mamilo





No banho ou deitada:



» Caroços nas mamas ou axilas

» Secreções pelos mamilos








» Como examinar as suas mamas?



Diante do espelho:

Eleve e abaixe os braços.

Observe se há alguma anormalidade na pele, alterações no formato, abaulamentos ou refracções.



Durante o banho:

Com a pele molhada ou ensaboada, eleve o braço direito e deslize os dedos da mão esquerda suavemente sobre a mama direita estendendo até a axila.
Faça o mesmo na mama esquerda.



Deitada:
Coloque um travesseiro debaixo do lado esquerdo do corpo e a mão esquerda sob a cabeça. Com os dedos da mão direita, apalpe a parte interna da mama. Inverta a posição para o lado direito e apalpe da mesma forma a mama direita.
Com o braço esquerdo posicionado ao lado do corpo, apalpe a parte externa da mama esquerda com os dedos da mão direita.



Atenção:
Caso encontre alguma das anormalidades citadas, lembre-se que é importante procurar o seu médico, quanto mais cedo melhor!
Além disso nas consultas de rotina, peça ao seu médico assistente para que examine também as suas mamas.




Fonte: GAER - Instituto Médico de Radiologia Clínica

CONFESSO QUE VIVI

ALEITAMENTO



Anabela Ruivo



Em Portugal, tal como noutros países da Europa, na década de 40-50 a prevalência do aleitamento materno diminuiu, tendo como consequências o aumento da morbilidade e mortalidade infantil.







A industrialização, a II Grande Guerra Mundial, a massificação do trabalho feminino, os movimentos feministas, a perda da família alargada, a publicidade agressiva das indústrias produtoras de substitutos do leite materno, associados à indiferença dos profissionais de saúde. foram os responsáveis pelo declínio da amamentação.





Felizmente que a partir dos anos setenta o panorama se alterou e se começou a assistir a um retorno à prática de amamentação.






São inúmeras as vantagens quer a curto quer a longo prazo tanto para o recém-nascido como para a mãe, sendo consensual que a prática exclusiva de aleitamento materno até aos 4/6 meses é o método mais correcto de alimentar o bebé.





As vantagens são de índole nutricional, biológica, psicológica económica e social .O leite humano é um alimento vivo, completo, perfeitamente adaptado tanto às necessidades nutricionais como às particularidades digestivas do lactente. Veicula factores anti-infecciosos "inespecíficos" (macrófagos, lizozima, lactoferrina) e específicos (anticorpos) que protegem o bebé das infecções. È um alimento económico e prático, pois que está sempre pronto e à temperatura desejada.





A amamentação atenua as diferenças sociais das taxas de morbilidade e de mortalidade, constituindo um seguro de saúde e de vida para os filhos dos pobres. Associado a todas estas vantagens, não nos podemos esquecer que a frequência e a intimidade dos contactos físicos mãe-filho que a amamentação proporciona são de extrema importância no desenvolvimento emocional saudável da criança.









Vantagens para a mãe:





» Favorece a vinculação mãe-filho





» Facilita uma "involução" uterina mais precoce





» Facilita a recuperação do peso





» Reduz a incidência de cancro da mama





» Protege a mulher contra a osteoporose





» Sobretudo permite à mãe sentir o prazer único de amamentar.









Vantagens para o filho





» Reduz a ocorrência de infecções gastrointestinais, respiratórias e urinárias





» Reduz a incidência de doenças alérgicas.




Toda a mãe que amamenta deve fazê-lo num ambiente calmo e caloroso, ter uma dieta saudável e variada, excluindo os alimentos que possam excitar o bebé.





O horário das mamadas deve ser em regime livre, isto é, o bebé deve ser colocado ao peito quando tem fome. Quando o bebé começa a mamar na mama da mãe o primeiro leite que obtém é mais rico em água e lactose e à medida que a mamada prossegue o leite vai tendo cada vez mais gordura.





Assim durante a mamada o bebé deve esvaziar primeiro uma mama e só deverá ser-lhe oferecida a outra mama se ainda se mantiver com fome.





A partir do 6º mês de gravidez, nas consultas pré-natais a grávida deve ser elucidada sobre as vantagens do aleitamento materno e sobre os cuidados a ter para o sucesso da amamentação





De tudo o que foi dito se depreende a importância do processo informativo-educativo com vista à sensibilização e motivação para o aleitamento materno que deverá ser levado a cabo pelos profissionais de saúde.






Fonte: Club Clínica das Conchas

10 REGRAS FUNDAMENTAIS PARA UMA CORRIDA SAUDÁVEL


Miguel de Lucena



Com a aproximação da estação do Verão, o exercício ao ar livre torna-se uma das opções mais procuradas pelos amantes do Desporto e do contacto com a mãe Natureza.






O exercício ao ar livre e, em concreto, a corrida ou o denominado "jogging" carece de algumas regras fundamentais ao seu bem-estar e úteis no seu correcto desempenho. Seja a nível amador ou profissional, deve sempre ter em atenção os seguintes pontos:





1º) Se está com excesso de peso e quer correr para o perder, cuidado!!! O excesso de peso traduz-se na maioria das vezes numa sobrecarga das articulações (nomeadamente joelho e tornozelos). A corrida tem bastante impacto e isso sobrecarrega ainda mais as articulações que já se encontram fragilizadas. Opte por começar só com marcha.





2º) Calçado - Deve ter um bom sistema de amortecimento de impacto, ser leve e arejado. No mercado existem várias opções para todo o tipo de bolsa e em qualquer loja de desporto só tem de olhar para a zona Running. Não se esqueça - quem vai para o mar avia-se em terra!





3º) Vestuário - Se fosse um vegetal o corredor era uma cebola - utilize roupa prática de modo a que a consiga ir tirando facilmente (tipo casca de cebola) à medida que a sua temperatura corporal aumenta. Opte por roupa justa uma vez que lhe permite movimentar sem atrapalhações.





4º) Opte por zonas planas de início e deixe as subidas para quando tiver mais endurance. As descidas podem ser traiçoeiras uma vez que o esforço de tentar "travar" a velocidade pode implicar a sobrecarga da articulação do joelho.





5º) Trabalhe o sistema muscular de modo a melhorar a performance. Os exercícios devem-se focar nos glúteos e músculos posteriores da coxa - necessitam de ser fortes para uma melhor performance na corrida.





6º) Um dos aspectos essenciais é o reforço do Core para a corrida - providencia uma base para as pernas e ajuda a reduzir o impacto. A força a nível de Core diminui o impacto na coluna vertebral devido ao desenvolvimento dos músculos estabilizadores da coluna.





7º) Não esqueça o equilíbrio e a coordenação. O treino do equilíbrio é útil na ajuda de cada passo que se dá quando se anda, se pratica jogging ou se corre (Quando se corre encontramo-nos numa só perna. Treinos com exercícios numa só perna aumentam a eficácia do equilíbrio).





8º) Hidrate-se!!! Muito!!! 60 a 70% do nosso peso corporal é água. Basta perder 20% da água corporal para pormos em causa a manutenção das nossas funções vitais. Não espere para ter sede: beba-a antes, durante e depois da corrida. O ter sede é um sinal do corpo de que está em carência. O não beber água para ajudar a perder peso é um mito antigo e perigoso que só conduz a estados de desidratação.




9º) Seleccione a hora a que vai correr. Horas de muito calor são mais propensas a desidratação precoce. O ideal é pela fresca da manhã ou então ao final da tarde. Aproveite para ver o nascer ou pôr do sol e já agora- escolha locais arejados! O correr em zonas verdes é de longe mais benéfico do que ao longo da estrada - se está a inspirar mais ar a cada minuto, porquê fazê-lo perto dos escapes dos carros?





10º) Treine com dias de intervalos - dia sim, dia não. Roma e Pavia não se fizeram num só dia. O descanso é tão importante como o treino. Dê tempo ao corpo para descansar e repor todas as energias necessárias para um novo treino. O sistema cardiovascular demora o seu tempo a adaptar-se e correr todos os dias (numa fase inicial) pode levar a situações de Overtraining.





Dê ouvidos ao seu corpo! Se os joelhos, os tornozelos ou as costas lhe começam a doer durante a corrida, se começa com dificuldades em respirar ou dizer o seu nome em voz alta ou se não consegue coordenar os seus movimentos, isso é o seu corpo a avisá-lo que se calhar é melhor encerrar a loja nesse dia e deixar o treino por aí. Depois de amanhã há mais.









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Fonte: Fit YourMind, Personal Wellness Solutions

Thursday, May 21, 2009

A ANSIEDADE NA GESTAÇÃO


Dra. Raquel Machado



Falar de gestação é referir uma das fases mais importantes da sexualidade da mulher, constituindo um período, desde a concepção até ao parto, de profunda transformação, ao longo do qual ocorrem inúmeros ajustamentos e mecanismos adaptativos do ponto de vista físico e psicológico.






Este acontecimento, inclui variações individuais de acordo com a personalidade de cada mulher, bem como o grau de ajustamento e aceitação à gravidez. Assim, são vividas inúmeras emoções, fantasias, angústias e ansiedade, sendo que inúmeros autores consideram que muita da ansiedade e distorções das fantasias maternas, constituem mecanismos saudáveis, em especial nos primeiros três meses, que representam, na realidade, um período de adaptação da mulher face ao seu novo papel.





O nascimento de um bébé exige da mãe uma energia física e psíquica considerável e para este investimento é fundamental que a mãe se sinta confiante e segura das suas competências enquanto mulher e mãe.





Contudo, muitas mulheres grávidas podem ficar muito ansiosas na gravidez, sendo a ansiedade o resultado de um medo ou temor de que a gravidez não corra bem, que a saúde do bébé esteja comprometida ou que o seu corpo fique disforme. As preocupações com a maternidade (educação, relação com o bébé) aparecem também como uma influência importante no estado de ansiedade durante a gestação.





A ansiedade e as preocupações com a maternidade durante a gestação têm implicações ao nível da saúde da mãe e do bébé. Durante toda a gravidez, o bébé vive as emoções da mãe, sendo estas positivas ou negativas, manifestando alguma agitação.





Elevados valores de ansiedade têm sido particularmente responsabilizados por complicações durante o parto e por perturbações do comportamento da criança, tornando-se com dificuldades em adormecer ou com uma certa irritabilidade.





Apesar da ansiedade na gestação constituir uma forma adaptativa no período inicial de adaptação à gravidez, torna-se prejudicial quando persistente ao longo de toda a gravidez. Daí que seja aconselhável que a gravidez seja o mais calma possível para o bem da sua saúde e da saúde do seu bébé.









Fonte: Projecto Artémis

CUIDE DO SEU CORAÇÃO!



Susana Jacinto




A Roche Diagnostics associa-se à Fundação Portuguesa de Cardiologia na iniciativa "Desafio do Coração", uma acção que se desenrola de 21 a 23 de Maio, das 10h00 às 18h00, no Estádio Universitário.






Inserido nas actividades de "Maio, mês do Coração", o "Desafio do Coração" tem como principal objectivo sensibilizar a população para a importância da adopção de estilos de vida saudáveis, em relação à alimentação e à prática de actividade física.





A Roche Diagnostics participa nesta iniciativa, avaliando os níveis de colesterol total de todos os participantes do Desafio. Desta forma, pretende-se alertar para a necessidade de vigiar e controlar os níveis de colesterol, um dos principais factores de risco cardiovascular.






O nível de colesterol elevado, aliado à hipertensão e excesso de peso, é a principal causa para o desenvolvimento de doença cardiovascular em Portugal. O nosso país tem a maior incidência de Acidentes Vasculares Cerebrais, sendo as doenças cardiovasculares responsáveis por cerca de 40% dos óbitos. No ano de 2005, em cada 14 minutos, morreu um indivíduo por doença cardiovascular (sobretudo AVC e enfarte do miocárdio).





Os doentes cardiovasculares geralmente apresentam elevados valores de colesterol total no sangue. À medida que o colesterol aumenta, aumenta também o risco de doença coronária. Quando comparados com indivíduos com níveis moderados de colesterol no sangue (<> 240 mg/dl) apresentam o dobro do risco de vir a sofrer um ataque cardíaco ou um AVC.





Do mesmo modo, pelo menos 80% dos eventos cardiovasculares pode ser atribuído aos 3 factores de risco mais importantes: colesterol total, tabagismo e tensão arterial. De acordo com os resultados, o controlo regular dos níveis de colesterol tem um efeito positivo sobre o comportamento do utente. Neste sentido, o primeiro passo no tratamento da hipercolesterolemia constitui a avaliação do estado do risco das pessoas e inclui a medição do colesterol total.









Fonte: Porter Novelli
 

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