Friday, February 27, 2009
Wednesday, February 25, 2009
RONCOPATIA E APNEIA DO SONO
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9:21 AM
O ressonar é uma perturbação do sono e apesar de ser frequente não deve ser ignorado, mas sim avaliado e tratado. Cerca de 30 por cento dos adultos ressonam e embora na maior parte isto não signifique um problema sério, estima-se que em 5 por cento dos indivíduos o ressonar está associado a uma doença: a apneia de sono. Embora o ressonar ocorra nos dois sexos é quase duas vezes mais frequente no homem do que na mulher.
Alguns indivíduos durante o sono enquanto outros só ressonam, por exemplo, quando dormem de costas, estão constipados ou tomam determinada medicação, mas não há dúvida de que se trata de uma situação incomodativa para os outros indivíduos que com eles convivem.
Poderíamos pois dizer que o ressonar não só perturba o parceiro, como também pode perturbar o sono do ressonador, sem que ele tenha consciência disso.
O que é o ressonar?
O ressonar não é mais do que o ruído provocado pela passagem do ar através das vias respiratórias que podem provocar uma obstrução ao seu fluxo por razões diversas.
Poderá o ressonar ser um sinal importante?
Sim. Se for intenso e interrompido por pausas, o ressonar pode ser um dos primeiros sintomas da existência de apneia de sono.
O que é a apneia de sono?
A apneia de sono é uma perturbação caracterizada por paragens respiratórias com duração superior a 10 segundos que se repetem durante a noite e é significativa se acontecer mais de cinco vezes por hora. Esta perturbação provoca a fragmentação do sono durante a noite, provocando uma alteração da sua qualidade.
À medida que o sono se torna mais profundo verifica-se um relaxamento muscular e inclusivamente dos músculos necessários à respiração. Este processo normal não causa problemas na maioria dos indivíduos, mas noutros os músculos relaxam demasiado ou simplesmente ao relaxar podem provocar um agravamento da obstrução inicial dificultando a passagem do ar.
Em alguns casos o problema reside a nível cerebral controladora da respiração, em que os mecanismos reguladores estão alterados dando assim origem a uma apneia de natureza central. Podemos pois dizer que um doente com apneia de sono adormece, pára de respirar, acorda, reinicia a respiração, torna a adormecer, mais uma vez pára de respirar, e assim por períodos sucessivos ao longo da noite, o que conduz a um cansaço físico.
Este cansaço pode ter como consequência uma diminuição da rentabilidade intelectual e física durante o período de trabalho devido ao cansaço, adormecimento durante a condução de veículos motorizados, com aumento da sinistralidade rodoviária.
Quais os principais sintomas?
- Ressonar intenso, incomodativo e com pausas a acompanhar um sono agitado e geralmente com forte transpiração;
- Sonolência durante o dia com facilidade em adormecer em circunstâncias impróprias, tais como na ver televisão, a trabalhar, a conversar com os amigos e a conduzir. De facto, o risco de acidentes de viação aumenta significativamente nestes doentes;
- Dificuldade de concentração, irritabilidade, ansiedade ou depressão, perda de interesse sexual e por vezes dificuldades na erecção, dores de cabeça e queixas de insónia.
- Levantar de noite para urinar, acordar cansado e com a boca seca, ter azia ou a tensão arterial elevada.
A apneia depende da obstrução das vias respiratórias?
Não. Embora a apneia obstrutiva seja a mais frequente, existem também casos em que apesar das vias respiratórias não estarem obstruídas, o diafragma e os músculos respiratórios param de funcionar por falta do estímulo cerebral que controla a respiração. A este caso chama-se apneia central, conforme já foi referido e que pode coexistir com outra apneia denominada de origem periférica.
Que consequências poderá ter a apneia de sono?
Para além da alteração da qualidade de vida provocada pelos sintomas já referidos, há também riscos durante a noite: cada vez que a respiração pára, o nível de oxigénio no sangue baixa e o coração tem de trabalhar mais intensamente, levando a um aumento da tensão arterial e por vezes com arritmias cardíacas durante a noite.
Como diagnosticar o ressonar e a síndrome da apneia do sono?
Quando existe uma suspeita clínica, o doente deverá ser enviado a uma consulta de sono ou a um otorrinolaringologista, acompanhado do seu/sua parceiro(a) pois é importante saber o que se passa de noite quando o doente pensa que está a dormir.
Certamente que irá necessitar de fazer um registo de sono durante uma noite, o que actualmente já pode ser feito em casa do doente. Assim se fará o diagnóstico preciso e a avaliação da sua gravidade para que se escolha o tratamento mais adequado a cada caso.
O vício de fumar agrava consideravelmente a apneia do sono devido a uma maior flacidez e possibilidade de colapso dos tecidos das vias respiratórias superiores por irritação das mesmas devido ao fumo do tabaco.
Quais os tratamentos?
Existem medidas gerais que devem ser aplicadas.
Perda de peso, no caso de ser excessivo, pode ajudar muito o tratamento da apneia de sono. Por vezes, perdas de cerca de 5 por cento do peso podem melhorar francamente a respiração nocturna, tornando o sono mais reparador e diminuindo em muito os sintomas diurnos já descritos.
Evitar álcool ao jantar ou pelo menos duas horas antes de ir para a cama: o álcool deprime a respiração tornando as apneias mais frequentes e graves. Evitar medicamentos para dormir, pois a grande maioria agrava a apneia do sono.
Tentar dormir de lado, uma vez que muitos indivíduos sofrem de apneia apenas quando estão deitados de costas (determinados truques simples podem ser úteis tais como a bola de ténis presa nas costas do pijama, que obrigará a uma posição lateral durante o sono). Medicação para tratar a congestão nasal, caso esta exista, pode ser útil na redução do ressonar e da apneia do sono.
Por outro lado pode-se recorrer aos seguintes tratamentos específicos. Pressão positiva contínua nasal (CPAP) é actualmente a terapêutica mais eficaz. Consiste na aplicação de uma máscara no nariz durante a noite. Este aparelho exerce uma pressão de ar contínua forçando o ar a passar através das vias respiratórias, não deixando que a apneia ocorra e permitindo que o indivíduo respire normalmente sem que o sono seja perturbado.
Aplicações dentárias que poderão ajudar nalguns casos, permitindo uma melhor abertura das vias aéreas superiores com projecção anterior da mandíbula, língua e palato mole.
Outros tratamentos cirúrgicos poderão corrigir alterações físicas que prejudiquem a respiração durante a noite. Estas incluem amígdalas ou adenóides aumentadas, pólipos nasais, um desvio do septo nasal e malformações da mandíbula ou do palato mole.
A uvulopalatofaringoplastia (UPPP) e a uvulopalatofaringoplastia assistida por laser (UPPL), são técnicas em que o cirurgião remove o excesso de tecido na parte posterior da garganta (úvula e parte do palato mole) que poderá estar a bloquear as vias respiratórias durante o sono.
Além destas cirurgias, nos casos mais graves pode ser necessário recorrer a outras técnicas operatórias mais diferenciadas como o avanço maxilomandibular. Noutros casos, extremos, com uma apneia do sono muito grave pode ser necessário efectuar uma traqueotomia.
Esta técnica consiste em abrir um orifício na traqueia, colocação de uma cânula de traqueostomia que se encerra durante o dia e é aberta para dormir, o que permite que o ar circule directamente para os pulmões sem ter que passar por uma via aérea obstruída.
O oxigénio, que embora raramente seja necessário para o tratamento da apneia de sono, pode ser adicionado ao sistema de CPAP para correcção dos baixos níveis de oxigénio nos doentes com doenças respiratórias ou cardíacas.
A nova técnica dos três pilares (PPP) é mais uma opção cirúrgica no tratamento do ressonar e da apneia do sono.
Fonte: Instituto do sono
Tuesday, February 17, 2009
LEUCEMIAS: CAUSAS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
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3:41 AM
Marília Gomes
Leucemias são um grupo heterogéneo de doenças hemato-oncológicas caracterizadas por uma acumulação anormal e progressiva de glóbulos brancos malignos clonais (células leucémicas), com capacidade de proliferar excessivamente e de infiltrar órgãos e tecidos, tais como medula óssea, sangue periférico, baço e gânglios.
Os dois maiores grupos de leucemias diferem na rapidez com que manifestam os seus sinais e sintomas, e como progridem. As leucemias agudas são usualmente de início rápido e de curta duração, dividindo-se em leucemias linfoblásticas e mieloblásticas agudas. As leucemias crónicas evoluem de forma insidiosa e são de longa duração, podendo ser leucemias mielóides ou linfóides crónicas.
Causa das leucemias
A grande maioria é de etiologia (causa) desconhecida. No entanto, existem alguns factores que implicam o aumento do risco de leucemia, como a exposição a níveis muito elevados de radiação ionizante (ex: explosão atómica, acidentes em centrais nucleares, exposição terapêutica a radiação), a exposição crónica a níveis elevados de compostos químicos usados na indústria (ex: benzeno, formaldeído), ou a alguns medicamentos incluídos em protocolos de quimioterapia de doentes com cancro, como os agentes alquilantes.
Certas doenças genéticas como o Síndrome de Down, bem como algumas doenças hemato-oncológicas, como os Síndromes Mielodisplásicos, podem aumentar o risco de leucemia aguda. Existe uma forte associação entre a rara leucemia de células T do adulto e a infecção pelo vírus HTLV1.
Sintomas
Os sintomas predominantes são: sudorese nocturna, infecções frequentes, cansaço fácil, hemorragias cutâneas ou mucosas fáceis, dores ósseas ou articulares, distensão abdominal, gânglios aumentados de volume e emagrecimento. Esta sintomatologia não é exclusiva das leucemias e pode surgir no curso de outras patologias benignas ou malignas. São um sinal de alerta para consultar o médico assistente. As leucemias crónicas podem não apresentar qualquer sintomatologia, sobretudo nos estádios iniciais, sendo por vezes diagnosticadas em consultas de rotina mesmo antes do aparecimento de sintomas.
Diagnóstico
Para o diagnóstico, é fundamental uma história clínica completa, exame físico, análises clínicas (hemograma, esfregaço de sangue periférico, bioquímica) e estudos da medula óssea (aspirado, biópsia). Em casos particulares é necessário realizar outros exames tais como a punção lombar e exames imagiológicos.
Tratamento
Nas leucemias agudas, o tratamento deve ser iniciado com a maior brevidade, em regime de internamento com quimioterapia intensiva adaptada à idade e estado geral do doente, com o intuito de erradicar o clone leucémico, e permitir a recuperação das células normais da medula óssea.
Nas leucemias crónicas, os princípios terapêuticos são diferentes, uma vez que, alguns doentes podem não ter indicação para efectuar qualquer terapêutica ao diagnóstico, mas apenas quando a doença progride e se torna sintomática. A quimioterapia é efectuada habitualmente em regime ambulatório e com objectivo de aumentar o intervalo livre de doença, com a mínima toxicidade.
O transplante da medula óssea é provavelmente a terapêutica com maior impacto positivo na sobrevivência dos doentes com leucemia, particularmente nas agudas. Neste procedimento é administrada quimioterapia/radioterapia em doses muito elevadas, seguida da infusão de células progenitoras hematopoiéticas, com origem no próprio ou em dador compatível, que vão reconstituir a medula óssea do receptor.
Marília Gomes
Assistente Hospitalar de Hematologia Clínica
Serviço de Hematologia Clínica do Instituto Português de Oncologia de Coimbra, EPOE
Fonte: Jornal do Centro de Saúde
TRATAR O MAL PELA VARIZ
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2:57 AM

Andreia Pereira
São inestéticas, podem ser uma das causas de cansaço dos membros inferiores e, em situações mais graves, provocam dor e incapacidade. Fala-se, pois, das varizes. Aquelas veias dilatadas, de cor azulada, que atingem cerca de 1/3 da população portuguesa.
Pernas esbeltas. Quem as não quer? Mas, apesar de este ser um desejo comum ao sexo feminino, a verdade é que, segundo os últimos dados de um inquérito da Eurotest, realizado em 2001, estima-se que dois milhões de mulheres portuguesas, em idade adulta, convivam com as incómodas varizes à flor da pele. Afinal que problema é este que ameaça as pernas?
"As varizes são dilatações das veias, causadas pela perda da sua elasticidade, Essas veias
dilatadas deixam de ter a função de transportar o sangue venoso, e já usado, de volta ao coração. Desta forma, o sangue fica acumulado no seu interior", diz o Dr. Eduardo Serra Brandão, director do Instituto de Recuperação Vascular (IRV), em Lisboa.
À primeira vista, poder-se-ia dizer que estas veias salientes e tortuosas, desenhadas sobre a pele das pernas, não passariam de uma mera preocupação estética. Porém, as varizes, como explica o
À primeira vista, poder-se-ia dizer que estas veias salientes e tortuosas, desenhadas sobre a pele das pernas, não passariam de uma mera preocupação estética. Porém, as varizes, como explica o
especialista em cirurgia vascular, "correspondem a uma fase de evolução de uma patologia mais complexa, que é a doença venosa. "Com o passar dos anos, a compressão permanente das varizes, de dentro para fora, vai causar umas manchas acastanhadas, que só regridem após o respectivo tratamento vascular", informa Eduardo Serra Brandão. Mas nem sempre a doença venosa se faz acompanhar de sinais observáveis.
"A sensação de peso, cansaço, comichão e cãibras nocturnas, nos membros inferiores, são alguns indícios de que as veias estão as perder elasticidade e de que a circulação não se está a efectuar convenientemente. Esta situação favorece a estagnação do sangue venoso dentro das veias das pernas [daí a cor azulada das varizes] e, por conseguinte, a sua dilatação."
As mulheres são o alvo preferencial da insuficiência venosa, uma patologia que atinge cerca de 1/3 da população portuguesa, em idade laboral adulta. No entanto, o especialista ressalva que os homens também podem sofrer deste problema, embora em menor número. Contudo, "como o homem tem menos preocupações estéticas, usa calças, não faz depilação e, por outro lado, é mais avesso a tratamentos, deixa protelar a situação, chegando às consultas de cirurgia vascular numa fase tardia e avançada".
Mulheres mais afectadas
A doença venosa pode ter duas causas: genética ou adquirida. No primeiro caso, se já houver antecedentes familiares, a partir da puberdade - uma fase de explosão hormonal - as mulheres começam a sentir na pele os primeiros sinais de varizes. "Não existe um calendário pré-definido ou idade estabelecida para as varizes aparecerem", aponta o especialista, esclarecendo que estas
podem surgir logo a seguir à puberdade ou nos primeiros anos da idade adulta.
As mulheres acumulam mais factores de risco do que o homem: a toma de anticoncepcionais, a
As mulheres acumulam mais factores de risco do que o homem: a toma de anticoncepcionais, a
gravidez e a realização de tarefas que obrigam a um maior tempo de permanência em pé, como passar a ferro e outras actividades domésticas, são razões que concorrem para o aparecimento ou agravamento das varizes no sexo feminino.
O estado de gravidez desencadeia um conjunto de alterações hormonais - factor de dilatação ou inchaço das pernas -, que, conjugadas com o volume e pressão intra-abdominal, devido ao útero grávido, favorecem o aparecimento das incómodas veias dilatadas. Porém, como salienta Eduardo Serra Brandão, pode "tratar-se de uma situação temporária, que, em determinadas mulheres, regressa à normalidade no pós-parto". Desta forma, o tratamento deve ser iniciado um a dois meses depois do parto e da cessação do aleitamento, uma vez que, "durante esse período, ainda se registam alterações hormonais que não possibilitam a regressão da doença".
O especialista explica, ainda, que existem outras situações que podem comprometer a saúde das pernas, nomeadamente a depilação com cera quente ou elevado tempo de exposição solar. "O calor despoleta o aparecimento ou agrava a situação. Mas, no caso das depilações a cera, há que ter em conta que o próprio arrancamento causa um traumatismo que pode lesar uma pequena
variz."
Contrariamente ao que se possa pensar, as varizes são muito mais do que linhas "inchadas" sobre as pernas, que causam algum mal-estar estético. Estas fazem parte da doença venosa, uma patologia que começa por provocar alterações cutâneas, que se manifestam sob a forma de hiper-pigmentação: a pele começa a escurecer. "Essa pele, pouco oxigenada e alimentada,
Contrariamente ao que se possa pensar, as varizes são muito mais do que linhas "inchadas" sobre as pernas, que causam algum mal-estar estético. Estas fazem parte da doença venosa, uma patologia que começa por provocar alterações cutâneas, que se manifestam sob a forma de hiper-pigmentação: a pele começa a escurecer. "Essa pele, pouco oxigenada e alimentada,
começa a tornar-se atrófica.
Com a progressão da doença, ao longo de décadas, sem recurso a tratamento, aparecem as
Com a progressão da doença, ao longo de décadas, sem recurso a tratamento, aparecem as
úlceras, que são a forma mais grave da última fase desta patologia. "Em última instância, "estas podem ser responsáveis por grande sofrimento e incapacidade."
Para evitar este tipo de situações extremas, o especialista recomenda um conjunto de medidas preventivas, que permitem minimizar ou estabilizar a doença venosa. Em primeiro lugar, aconselha a adopção de uma alimentação regrada e equilibrada e a prática de exercício físico. Segundo Eduardo Serra Brandão, estas medidas visam, sobretudo evitar a obesidade: um dos principais factores de risco das varizes. "Alguns alimentos têm uma acção negativa sobre a veia,
Para evitar este tipo de situações extremas, o especialista recomenda um conjunto de medidas preventivas, que permitem minimizar ou estabilizar a doença venosa. Em primeiro lugar, aconselha a adopção de uma alimentação regrada e equilibrada e a prática de exercício físico. Segundo Eduardo Serra Brandão, estas medidas visam, sobretudo evitar a obesidade: um dos principais factores de risco das varizes. "Alguns alimentos têm uma acção negativa sobre a veia,
concretamente as comidas altamente condimentadas e o abuso do álcool."
Para além destas medidas, está recomendado o uso de uma contenção elástica, que vai desde a meia ao collant de descanso. Para evitar as alterações cutâneas ou as flebites, o especialista recomenda "a toma de flebotropos: medicamentos com acção na parede dos vasos e na microcirculação".
Para além destas medidas, está recomendado o uso de uma contenção elástica, que vai desde a meia ao collant de descanso. Para evitar as alterações cutâneas ou as flebites, o especialista recomenda "a toma de flebotropos: medicamentos com acção na parede dos vasos e na microcirculação".
Tratamento para as varizes
A escleroterapia, vulgo "secagem", é aconselhada para varizes de pequeno calibre, com um reduzido grau de desenvolvimento, e todas aquelas que não possuem indicação cirurgica. Segundo Eduardo Serra Brandão, esta técnica consiste na "queimadura" da variz. A veia, após a "secagem", acaba por se tornar um cordão fibroso, que, posteriormente, será absorvido pelo organismo. Em termos práticos, a "veia fica seca, como um galho de uma árvore". A escleroterapia "trata cerca de 90% das varizes com esta indicação terapêutica".
A escleroterapia, vulgo "secagem", é aconselhada para varizes de pequeno calibre, com um reduzido grau de desenvolvimento, e todas aquelas que não possuem indicação cirurgica. Segundo Eduardo Serra Brandão, esta técnica consiste na "queimadura" da variz. A veia, após a "secagem", acaba por se tornar um cordão fibroso, que, posteriormente, será absorvido pelo organismo. Em termos práticos, a "veia fica seca, como um galho de uma árvore". A escleroterapia "trata cerca de 90% das varizes com esta indicação terapêutica".
Em situações pontuais e seleccionadas, pode-se recorrer ao laser transcutâneo, que permite resolver os derrames e varizes até dois milímetros de espessura. Contudo, alerta o especialista, "esta técnica é mais onerosa". Se através do ecodoppler (exame de diagnóstico que detecta a existência de insuficiência venosa), se chegar à conclusão de que existem varizes com indicação cirúrgica, a solução passa pela operação. "Até à cirurgia, o doente deve utilizar collants de descanso e tomar flebotropos. A cirurgia pode ser efectuada com laser endovascular e anestesiai local, em regime ambulatório, ou com internamento hospitalar e anestesia geral ou intradural, nos casos mais avançados."
Fonte: Jornal do Centro de Saúde
Wednesday, February 11, 2009
O PAPEL DOS PAIS NA PSICOMOTORICIDADE DOS FILHOS
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7:38 AM
É natural e saudável que os pais se interessem e ajudem os seus filhos, na sua grande caminhada - o seu desenvolvimento! O desenvolvimento motor das crianças é o resultado da maturação dos tecidos nervosos, aumento e complexidade do seu sistema nervoso central e o crescimento ósseo e muscular.
Todo este desenvolvimento se processa de um modo espontâneo e gradual, pelo que não é passível de ser ensinado. Um perfeito desenvolvimento do corpo da criança não ocorre somente de um modo mecânico, são pois aprendidos e vivenciados no seio da sua família, onde a criança aprende a formar a base da sua noção corporal.
Para a criança o seu corpo é o "canal" mais adequado para a comunicação com o exterior. São, de facto as sensações percebidas, os movimentos realizados e o reconhecimento corporal que facilitam o conhecimento preciso de si próprio.
O movimento constitui assim um elemento organizador do pensamento da criança, através da qual, esta expressa e liberta os seus sentimentos, emoções que configuram a sua vida mental.
Os pais podem e devem auxiliar as suas crianças na aquisição da descoberta do seu corpo, na relação deste com o espaço envolvente, aproveitando assim os momentos que ofereçam condições objectivas para o exercício físico.
Através do lúdico e da brincadeira os pais podem em sintonia com os seus filhos realizar actividades diversificadas como por exemplo: frequentar ginástica de interacção pais/criança (Kids Club); exercícios práticos de descoberta do corpo - reconhecimento da sua cara, cabeça e pescoço, ombros braços., mãos, peito, costas, abdómen, pernas e pés; tentar mentalmente que as crianças localizem diferentes partes do seu corpo, (com os olhos fechados) através de jogos de imitação em que os pais servem de modelo à medida que vão nomeando as suas acções, e os filhos imitam, desenvolvendo a sua capacidade de percepção-motora.
Em suma, toda a relação pais/criança possibilita todas as aprendizagens ligadas ao movimento e ao jogo. O importante neste desenvolvimento da psicomotricidade é sem dúvida, que os pais partilhem sentimentos, caminhando com os seus filhos na busca da sua autonomia, da construção da sua própria imagem e se em todo este processo existir uma forte relação afectiva, a criança sentir-se-á respeitada, desejosa de escutar, experimentar, de FAZER!
Mãe, Pai, ajudem-me a crescer!
Dicas para os pais:
- Pratique jogos de mímica;
- Realize jogos de imitação (estar de pé, deitados, sentados, de cócoras, de joelhos, .)
- Localize com as crianças os elementos do seu corpo: o seu nariz, olhos, sobrancelhas, orelhas, lábios e, dentes;
- Incentive os seus filhos a realizar movimentos livres, como dançar, mudar de posições, saltar, esticar-se, alongar-se, ajudando-os a contrair/descontrair o seu corpo.
Andreia Fonseca
Consultora na área de Educação
Club Clínica das Conchas
Programa kids club
Fonte: Club Clínica das Conchas
"CONVERSAS COM BARRIGUINHAS" ESCLARECEM DÚVIDAS A FUTURAS MÃES
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7:12 AM

Carla Rodrigues
Em parceria com a Escola Superior de Enfermagem do Porto, a Crioestaminal - empresa pioneira e líder em Portugal na criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical - realiza no dia 21 de Fevereiro, às 14h30, no auditório da ESEP, um workshop dedicado às futuras mães.
Denominada "Conversas entre Barriguinhas", a sessão integra quatro conferências dedicadas aos temas "Criopreservação de Células Estaminais do Sangue do Cordão Umbilical", "Comunicação Intra-uterina", "Como cuidar da Pele do Bebé desde o nascimento" e "Alimentação e Nutrição do Bebé". As palestras são uma oportunidade para o debate de questões pertinentes relacionadas com o período de gestação que, por vezes, suscitam dúvidas às futuras mães numa fase da vida em que tudo é novidade.
Depois do sucesso registado em 2008, com a implementação deste tipo sessões de esclarecimento e formação, que então mobilizaram mais de 1.000 pessoas, a Crioestaminal decidiu apoiar, ao longo deste ano e no âmbito do seu projecto CrioGrávidas, a realização de um novo ciclo, procurando ir ao encontro dos futuros pais.
Além das palestras que vão decorrer na Escola Superior de Enfermagem, em Lisboa e no Porto, a Crioestaminal vai realizar, nas instalações do Biocant Park - Cantanhede, acções de formação desta natureza que incluem uma visita guiada aos laboratórios da empresa onde é feita a criopreservação das células estaminais.
Próximos eventos:
Escola Superior de Enfermagem de Lisboa
> 6 e 31 de Março, 30 de Abril e 22 de Maio
Escola Superior de Enfermagem do Porto
> 21 de Fevereiro, 4 de Abril, 16 de Maio, 13 Junho e 11 Julho
Instalações da Crioestaminal (Biocant Park - Cantanhede)
> 21 de Março e 30 de Maio
Sobre a Crioestaminal e a importância da criopreservação de células estaminais
Criada em 2003 por profissionais e empresas da área da saúde, a Crioestaminal é hoje uma referência sempre que se fala da criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical dos recém-nascidos. Como empresa pioneira nesta área e com uma posição líder no mercado ibérico, a Crioestaminal aposta na criação e diversificação de serviços e nos projectos de investigação e desenvolvimento.
Até ao momento, são mais de 20 mil o total de pais que aderiram no País a esta técnica e que a consideram a certeza da saúde futura dos seus filhos. Esta realidade confirmar a solidez, experiência, qualidade e segurança que a empresa cumpre ao serviço da saúde e que a tornam uma referência no momento de optar pela criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical.
A Crioestaminal é a entidade de criopreservação pioneira e líder em Portugal no isolamento e criopreservação de células estaminais que ofere a certificação em Gestão de Qualidade ISO 9001:2000 pelo grupo internacional TÜV Rheinland, líder em certificação, inspecção e formação. Em Portugal, é a única empresa de criopreservação com transplantes realizados.
Actualmente, a sua utilização centra-se na área da hemato-oncologia, mas está a ser investigada, em todo o mundo, a utilização de células estaminais em doenças como enfarte do miocárdio, lesões vasculares, diabetes, AVC e muitas outras. Estão, também, em curso diversos estudos tendo em vista o desenvolvimento de métodos que permitam a multiplicação das células estaminais e o alargamento do seu leque de aplicações clínicas.
Fonte: LPM Comunicação
CONGRESSO INTERNACIONAL: CUIDADOS PALIATIVOS PEDIÁTRICOS, REALIDADES E DESAFIOS
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4:09 AM

No 5 a 8 de Maio realizar-se-á no Porto o congresso internacional dos Cuidados Paliativos Pediátricos : realidades e desafios. Este congresso tem como palco a Universidade Católica Portuguesa, Campus Foz - Porto onde serão apresentados os seguintes temas:
Cuidados Paliativos em Bebés, Crianças e Adolescentes
Protocolo em Cuidados Paliativos Neonatais
Vida e viver, morte e morrer numa Unidade de Neonatalogia
Vida e viver, morte e morrer num Serviço de Pediatria
Cuidados Paliativos Pediátricos: Dimensões do Cuidar
Dor e Controlo de Sintomas
Comunicação e AcompanhamentoAcompanhamento Espiritual
Trabalho em equipas e cuidado centrado na família
Hospice e cuidados domiciliários para crianças gravemente doentes
Cuidados Paliativos Pediátricos em Portugal
Realidades Nacionais
Projectos em CursoInvestigação
Cuidados Paliativos Pediátricos: Expressões na Sociedade
Expressão na Música
Expressão no Teatro
Expressão na Literatura
Expressão nas Artes
Estudos de Caso
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