Monday, April 6, 2009

ARTRITE REUMATÓIDE AFECTA 30 MIL MULHERES



Carla Rodrigues




A destruição progressiva e irreversível das articulações causada pela artrite reumatóide, doença que afecta predominantemente o sexo feminino, leva milhares de portuguesas a desistirem das suas carreiras profissionais em idade activa, o que acarreta graves consequências económicas e sociais.






No actual contexto de crise, as consequências económicas desta patologia podem assumir uma gravidade ainda maior. Ao abandonar o trabalho por incapacidade motivada pela doença, a mulher deixa de poder contribuir para o orçamento familiar. Ao mesmo tempo, as doentes mais desfavorecidas chegam a seleccionar os medicamentos que podem comprar, comprometendo assim a eficácia do tratamento e, consequentemente, a sua qualidade de vida.




As doenças reumáticas conduzem a 30 por cento dos casos de mobilidade limitada ao domicílio, sendo responsáveis por 60 por cento das situações de incapacidade prolongada para certas actividades da vida diária. Em idade activa, estas doenças representam 43 por cento dos dias de absentismo laboral por doença e 40 por cento das reformas antecipadas por doença.
A artrite reumatóide é primeira causa de incapacidade temporária. Afecta, sobretudo, mulheres em idade produtiva, no início de uma carreira profissional, que pretendem constituir família, e que, repentinamente, se vêem na impossibilidade de prosseguir com as suas actividades diárias nas vertentes mais diversas da sua vida (pessoal, familiar, social, profissional).





Segundo Arsisete Saraiva, presidente da ANDAR - Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide, "esta patologia reflecte-se em pesados custos individuais e sociais para quem dela sofre. No plano individual, altera a rotina diária, aumenta o isolamento e a dependência de terceiros, ficando por vezes acamados. Dificulta o acesso a actividades lúdicas, prejudica hábitos familiares e incapacita os doentes para o trabalho (com perda ou redução de rendimentos familiares, agravada pelos encargos financeiros da doença) e condiciona a vida sexual e de relação". A responsável salienta ainda que "10 anos depois da doença ter sido diagnosticada, quase metade dos doentes estão reformados".









Sobre a artrite reumatóide





• A artrite reumatóide é uma doença inflamatória crónica, de causa ainda desconhecida. Envolve particularmente as articulações, provocando dores nas mãos, punhos, cotovelos, joelhos e pés. Esta patologia, que atinge mais o sexo feminino do que o masculino, pode afectar também os olhos, o coração, os pulmões, os rins, o sistema nervoso periférico e provocar anemia.





• Surge com maior frequência na faixa etária dos 30-40 anos, afectando a capacidade produtiva do indivíduo bem como a sua vida familiar e social.






• A artrite reumatóide é tratável e deve ser acompanhada por um especialista, com experiência no diagnóstico e tratamento. Caso a doença seja descurada ou menosprezada, a mobilidade do doente poderá ficar reduzida.





• Os reumatologistas conseguem controlar hoje os sintomas em 90 % dos casos e obter a remissão da doença em 75% dos doentes. Quanto mais precoce o diagnóstico e o início do tratamento, melhores os resultados.






• Pode manifestar-se através de um ou mais episódios e a sintomatologia pode desaparecer, mas, em alguns casos, mantém-se activa durante toda a vida. O prognóstico é tanto melhor quanto mais precoce for o diagnóstico e o início do tratamento correcto.













Fonte: LPM Comunicação

Sunday, April 5, 2009

ARTRITE REUMATÓIDE

CÉLULAS ESTAMINAIS: TERAPIAS CELULARES E ENGENHARIA DE TECIDOS HUMANOS



Dr. Rui Reis


A Engenharia de Tecidos (ET) humanos combina numa mesma abordagem, e sempre com uma orientação fortemente virada pala a aplicação clínica, células estaminais do próprio paciente (abordagem autóloga) e suportes poliméricos (vulgo plásticos) biodegradáveis.




Estes suportes tridimensionais são produzidos com determinadas características adequadas ao tipo de células estaminais que neles serão "semeadas". Esta combinação células/materiais é depois cultivada em in-vitro, iniciando a formação do tecido em questão, sendo passado algum tempo implantada no paciente original, o "dador" das células.



Numa situação ideal o plástico degrada-se, sendo reabsorvido, as células continuam a formar tecido e no final temos regeneração total do defeito ou tecido.



De facto a ET surge do cruzamento de diferentes áreas, como biologia, química, física e engenharia e pretende conseguir a reparação e regeneração de um dado órgão ou tecido que já não consegue desempenhar correctamente a sua função biológica.



Em termos muito simples, a Engenharia de Tecidos pretende substituir as "peças" defeituosas e estragadas do nosso corpo.



No Grupo de Investigação 3B's - Biomateriais, Materiais Biodegradáveis e Biomiméticos (www.dep.uminho.pt/3bs) - existe uma grande esforço e uma estratégia bem pensada e implementada no sentido de desenvolver estratégias eficazes de Engenharia de Tecidos.



O grupo, um dos mais activos grupos científicos Portugueses, está fortemente envolvido em vários projectos e cooperações internacionais. Numa estratégia eficiente de Engenharia de Tecidos, acredita-se nos 3B´s -



U. Minho que combinar materiais de suporte adequados com células estaminais adultas é claramente o caminho a seguir. As células estaminais foram reconhecidas desde que a histologia e a embriologia desvendaram o segredo da vida, dos tecidos e dos órgãos.



Estas células podem transformar-se em vários tipos de células diferentes, através de um processo de diferenciação e, em teoria, manter a capacidade de substituir qualquer célula do corpo humano.



Mas há que entender, que ao contrário do que muitas vezes passa para a opinião pública, não existem só células estaminais embrionárias, mas também adultas, por exemplo na gordura ou na medula óssea. Estas células estaminais, se utilizadas adequadamente em terapias celulares ou engenharia de tecidos, podem regenerar qualquer tipo de tecido ou órgão danificado.



Nos 3B´s acredita-se que para muitas aplicações no domínio das terapias celulares, e engenharia e regeneração de tecidos, a utilização de células estaminais adultas poderá ser suficiente.

Todavia para encontrar soluções para problemas como diabetes, Parkinson, Alzheimer, doenças cardíacas, entre outras, e para ser possível encontrar uma terapia eficaz que possa resolver estas e outras doenças ainda sem tratamento na sociedade moderna, será certamente necessário a utilização de células estaminais embrionárias.



De modo a garantir a disponibilidade de células estaminais (por exemplo de medula óssea ou do cordão umbilical) quando estas são necessárias para determinadas terapias, é necessário a sua preservação para utilização posterior (muitas vezes largas dezenas de anos depois da colheita).



Surge assim, a criopreservação que pode ser definida de um modo muito simples como a manutenção de células retiradas do corpo através do congelamento das mesmas em condições especiais que permitam que elas se mantenham "adormecidas" até serem novamente necessárias.



A criopreservação das células estaminais, nomeadamente do cordão umbilical, é já praticada no nosso país por diversas empresas privadas. Eu acredito que os sistemas público e privado devem coexistir na criopreservação de células estaminais.



Acho que algumas terapias poderão vir a ser possíveis com abordagens heterológas e é necessário que essas terapias estejam disponíveis para toda a população e não só para alguns privilegiados. São assim necessários os bancos públicos.



Mas entendo também que é claramente desejável que exista a possibilidade de abordagens autólogas (algumas terapias serão sempre unicamente possíveis recorrendo a células do próprio paciente), nas quais o cidadão como indivíduo tem o poder de decisão. Poder guardar um pouco de si que mais tarde nos poderá salvar a vida, parece algo retirado de um filme de ficção científica: mas não é. É o futuro, que está já aí.




Por exemplo na nossa empresa Stemmatters (de que sou Presidente e responsável cientifico - CSO), vencedora do prémio nacional de empreendedorismo START (do BPI e Microsoft) em 2007, temos um modelo de negócio único.



Baseia-se parcialmente em criopreservação, mas a ideia é oferecer serviços vocacionados para a valorização terapêutica de vários tecidos, incluindo o adiposo, cujo potencial biomédico é muito elevado, mas negligenciado.



A nossa oferta é de facto distinta e complementar por exemplo das empresas que trabalham na criopreservação do sangue do cordão umbilical. A primeira diferença é evidente, muitos de nós não tiveram oportunidade de crioperservar o sangue do cordão à nascença porque o serviço não existia.



Acresce ainda que somos uma empresa fortemente baseada em know-how de ponta e somos líderes científicos internacionais em diversas das áreas em que vamos operar.

Assim vamos poder oferecer não simplesmente uma forma de congelar e guardar as células, mas
também formas únicas de isolamento e serviços de expansão que não estão ao alcance de outras empresas.



O isolamento de determinadas populações e a sua expansão (de um modo muito simples multiplicação ainda sem diferenciação) são críticas para o desenvolvimento de novos tratamentos particularmente em pacientes adultos. Há ainda que acrescentar que vamos oferecer suportes tridimensionais para cultura de células.



Esta é uma área onde somos claramente líderes mundiais e existe de facto uma grande procura destes suportes para actividades de I&D, que vamos potenciar colocando toda a gente a trabalhar com os nossos materiais.



Com base nestes dois tipos de actividades a nossa empresa pretende, a partir de 2014-2015, chegar ao top do grande mercado das terapias regenerativas de osso, cartilagem e pele, usando abordagens autólogas baseadas em células estaminais adultas e suportes plásticos 3D para o seu cultivo.







Dr. Rui Reis,
Director do grupo 3B's - Biomateriais,
Materiais Biodegradáveis e Biomiméticos
da Universidade do Minho, e
Presidente da empresa Stemmatters







Fonte: Saúde em Revista

Saturday, April 4, 2009

CENTENAS A MARCHAR PELA SAÚDE E CONTRA O CANCRO



Caminhada realizou-se esta manhã no centro do Funchal


Iniciativa da Liga Portuguesa Contra o Cancro chamou a atenção para a importância dos hábitos saudáveis na prevenção da doença


Várias centenas de pessoas de todas as idades percorreram esta manhã as ruas do Funchal integradas na II Marcha pela Saúde, uma iniciativa do Núcleo Regional da Madeira da Liga Portuguesa Contra o Cancro.


A presidente daquele núcleo, Isabel Veiga França, referiu que esta "é uma forma de chamar a atenção para a saúde", até porque "a luta contra o contra se baseia mais na prevenção e a prevenção é saúde".


Nesse contexto, e apesar de reconhecer o aumento dos casos de cancro, aquela responsável lembrou que a doença já não tem a dimensão terminal de antes, muito por força da prevenção.



Nélio Gomes

Fonte: DN

O EXERCÍCIO NO IDOSO



Dr. Jorge A. Ruivo


Assiste-se, de uma forma transversal, ao envelhecimento da população mundial. Portugal não é excepção. A população idosa é estimada em cerca de 1,3 milhões de pessoas. Destas, cerca de 1,7 por cento têm mais de 90 anos.





Quando se pensa em ter saúde na idade adulta, muitas pessoas dão atenção apenas à longevidade. Desenganem-se, porque o objectivo não é só viver muito, é também viver bem!




O desenvolvimento exponencial do poder curativo da medicina tem sido apontado como o principal determinante do aumento da longevidade. Mas, a qualidade de vida após os 50 anos não é dada, antes merecida. A melhor maneira para assegurar qualidade na segunda metade de século de vida é estar em forma de maneira a aproveitá-la.




Assim surge o conceito "Fit after fifty". O exercício regular aeróbico permite reduzir o impacto dos factores de risco para doença cardiovascular, principal causadora da mortalidade neste grupo etário, ao ajudar no controlo do peso, redução da pressão arterial, e na diminuição dos níveis de açúcar e de gorduras no sangue.








Melhorar o sono e tonificar músculos




O exercício permite ainda a manutenção de uma boa saúde através de outros benefícios: aumenta a saúde emocional, alivia o stress; melhora o padrão de sono; aumenta flexibilidade (ajuda a manter independência); aumenta a coordenação e equilíbrio (o que diminui o número de quedas); aumenta a densidade mineral óssea (diminui o risco de osteoporose e fractura); tonifica os músculos e tendões; combate a depressão; diminui a probabilidade de desenvolver a doença de Parkinson e de Alzheimer.





No outro extremo, o exercício físico agudo vigoroso pode despoletar morte súbita e enfarte do miocárdio na presença de doença cardíaca subjacente, particularmente em indivíduos não acostumados a actividade física regular. À medida que os indivíduos sedentários começam (ou reiniciam) um programa de exercício, existe um período de risco acrescido em que o esforço pode desencadear um evento cardiovascular. No entanto, os benefícios do exercício geralmente sobrepõem-se aos riscos associados.









Rastreio cardiovascular prévio




Desta forma, o rastreio cardiovascular de pré-participação desportiva nesta população, antes do início de programas de intensidade moderada a elevada, é especialmente importante para identificação de doença cardiovascular subjacente (geralmente doença isquémica coronária), e mesmo para delimitar objectivos de treino.





A maioria das pessoas com mais de 50 anos beneficia de um plano de treino alargado, que inclua treino de endurance, força, flexibilidade e equilíbrio. O mais importante é a noção de que deve começar de forma gradual. Seja paciente. Não tem de se exercitar vigorosamente para receber benefícios de saúde imediatos. Pequenas quantidades de exercício em pessoas outrora sedentárias despoletam enormes benefícios de saúde. O treino é um processo. Tem o resto da vida para o aperfeiçoar






Conselhos

- Faça sempre um bom aquecimento;
- Controlar a sua frequência cardíaca (cardiofrequencímetro de pulso);
- Alongue no final;
- Hidratação durante o treino;
- Use equipamento adequado (calçado, palminhas anti-choque...);
- Convide um companheiro/a para treinar;
- Procure sempre fazer actividade física no seu dia-a-dia, independentemente do seu treino;
- Registe e anote os seus progressos semanalmente;
- Se tiver de interromper o seu treino por dias ou semanas, recomece com metade da intensidade de treino;
- Se dói, não faça. Modifique ou evite esses exercícios.






A maioria das pessoas com mais de 50 anos beneficia de um plano de treino alargado, que inclua treino de endurance, força, flexibilidade e equilíbrio.






Dr. Jorge A. Ruivo,
Medicina Desportiva, Club Clínica das Conchas







Fonte: Jornal do Centro de Saúde

ESPASTICIDADE




Marlene Martins


A espasticidade é a rigidez muscular que dificulta ou impossibilita o movimento, em especial dos braços e das pernas. Acontece quando se verifica uma lesão numa parte do sistema nervoso central que controla os movimentos voluntários, e pode ter origem no cérebro ou na medula espinal.




As lesões provocam uma alteração no equilíbrio dos sinais transmitidos entre o sistema nervoso e os músculos.



Este desequilíbrio origina uma actividade acrescida ou espasmos nos músculos.



Os sintomas da espasticidade podem variar desde uma leve contracção muscular até uma rigidez severa.



A impossibilidade de controlar os músculos voluntários poderá aumentar o grau de dificuldade para realizar actividades diárias tais como vestir, comer, escovar os dentes ou os cabelos.



A espasticidade nos músculos dos membros inferiores pode interferir com a capacidade para andar ou sentar, por exemplo, enquanto que a espasticidade nos pés pode impedir o uso de sapatos pela deformidade causada.



Entre as condições habitualmente associadas à espasticidade em crianças encontram-se a paralisia cerebral e, em adultos as lesões traumáticas da medula espinal e a esclerose múltipla.



Aproximadamente, 80 entre cada 100 pacientes com paralisia cerebral têm espasticidade, de maior ou menor intensidade.



A espasticidade afecta, negativamente, os músculos e as articulações das extremidades, causando movimentos e posturas anormais e é especialmente prejudicial nas crianças em crescimento.



Todos os anos surgem aproximadamente 200 a 250 novos casos de paralisia cerebral em Portugal.







Cirurgia para o tratamento da espasticidade



A espasticidade pode dificultar as actividades do dia-a-dia e afectar negativamente as funções normais do doente.



Um dos métodos possíveis para tratar a espasticidade é a medicação antiespástica. No entanto, embora a medicação oral resulte em milhares de pessoas, alguns doentes podem necessitar de doses elevadas para controlar eficazmente a sua espasticidade.



Uma dose elevada do medicamento antiespástico pode causar efeitos secundários intoleráveis, como náuseas, vómitos, sonolência, confusão, problemas de memória e de atenção e, contudo, não produzir os resultados desejados.



Para alguns destes doentes é mais eficaz administrar pequenas doses do medicamento antiespástico directamente no local onde este é necessário, através da implantação de uma bomba de infusão de medicamento.



A utilização deste tratamento é recomendada para o tratamento da espasticidade grave que não é possível de controlar devidamente com a medicação oral.



A bomba é implantada cirurgicamente por baixo da pele do abdómen e ligada a um cateter fino e flexível que passa por baixo da pele até ao espaço intratecal na medula espinal, onde administra continuamente doses de medicação controladas de forma precisa para controlar a espasticidade do doente.


Como o medicamento é administrado directamente no local de actuação, são necessárias apenas pequenas doses (geralmente 100 vezes inferiores à dose oral equivalente). Como a quantidade de medicamento que passa a circular no corpo é muito reduzida, diminui a possibilidade de ocorrência de efeitos secundários indesejáveis.


Este sistema é colocado durante um procedimento cirúrgico que exige um curto internamento. A cirurgia demora habitualmente cerca de 1 hora e é executada sob anestesia geral.



Este tratamento diminui a espasticidade em 92% dos doentes e melhora a sua qualidade de vida.




Benefícios da bomba de infusão de medicamento



O tratamento da espasticidade através de uma bomba de infusão de medicamento implantada pode:



• melhorar as funções, incluindo a marcha quando possível, a higiene, as actividades diárias e facilitar a prestação de cuidados;



• diminuir a frequência dos espasmos, a dor e a fadiga;



• promover a redução do tónus, a amplitude de movimentos e melhorar a posição das articulações;



• aumentar a mobilidade;



• deve ser complementada com outros tratamentos, como a fisioterapia, a terapia ocupacional e a terapia da fala.



Pode ser utilizado para tratar a espasticidade associada a uma série de doenças, como a paralisia cerebral ou a esclerose múltipla.




Paralisia Cerebral



A bomba de infusão de medicamento implantada ajuda a promover a autonomia nos cuidados pessoais e na interacção social e participativa.



Se for disponibilizada no momento certo, esta terapia pode reduzir a extensão das correcções de cirurgia ortopédica ou eliminar a necessidade de intervenções cirúrgicas futuras.



Os resultados de estudos realizados têm demonstrado que a redução do tónus muscular obtida com esta terapia pode atrasar ou impedir o desenvolvimento de problemas na anca, e inclusive da luxação.



Proporciona um controlo a longo prazo (>3 anos) da espasticidade de origem cerebral, sendo os efeitos secundários habitualmente controlados por ajuste na dose.







Contactos úteis



Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral
Av. Rainha D. Amélia, Lumiar, 1600 - 676 Lisboa
Tel.: 217 540 692 Fax.: 217 568 978
E-mail: appcnrs@net.sapo.pt

OPERAÇÃO INÉDITA

HIGIENE ORAL



Sofia Machado


A higiene oral é uma prática muito antiga e faz parte da construção e do reforço positivo da auto-imagem. As principais doenças e alterações orais provocadas por uma deficiente higiene oral são: a Cárie Dentária, a Gengivite, a Periodontite e a Halitose.

A Placa Bacteriana, responsável pelo aparecimento das doenças referidas anteriormente, é constituída por micróbios (bacté-rias) e componentes da saliva que aderem fortemente aos dentes, condição que lhe permite resistir às forças de auto--limpeza fisiológica, relacionadas com os movimentos da lín-gua e das bochechas.

A Cárie Dentária, é uma doença localizada e com origem nas bactérias. Estas bactérias, a partir dos açúcares dos alimentos, produzem ácidos que provocam uma perda dos minerais do dente, formando-se com o tempo uma cavidade no mesmo.

Gengivas avermelhadas, inchadas e a sangrar facilmente, são sinais de Gengivite.

A Periodontite é a inflamação e destruição dos tecidos que suportam os dentes na boca, ou seja, há uma perda do osso e alteração das gengivas, ficando os dentes com mobilidade e “descarnados”.

Estas doenças podem provocar uma entrada das bactérias para o sangue, ameaçando todo o organismo (afecções nos olhos, coração, ossos, tubo digestivo, rins, pulmões, gânglios, articulações).

Halitose, ou mau hálito, deriva do latim “halitus”, que significa hálito e do sufixo grego “osis”, que significa condição. A hali-tose pode tornar-se um problema preocupante por dificultar as relações interpessoais ou diminuir a auto-estima.

O primeiro passo para eliminar ou minorar a Halitose, passa por ter uma boa higiene oral, limpar
a língua com a escova ou limpadores próprios e antes de dormir bochechar com elixires.

Os portadores de prótese dentária, devem lavá-la sempre e após as refeições e mergulhá-la uma vez por semana em so-luções desinfectantes.

Deve-se beber muita água durante o dia, principalmente, se se sentir a boca seca e sobretudo nesse caso, devem-se esti-mular as glândulas salivares com pastilhas elásticas e rebuçados sem açúcar, isto porque a saliva tem uma função de limpeza e protecção da boca.

É importante fazer uma alimentação rica em alimentos fibro-sos, evitando os muito condimentados e com forte odor (ce-bola e alho) e estar muito tempo sem comer, pois a alimen-tação é a melhor forma de estimular as glândulas salivares.

O tabaco e o álcool são agentes a evitar, pois além de secarem a boca, são grandes promotores de halitose.

Se tem uma boa higiene oral e a halitose persiste, deve consultar o seu Médico Dentista e/ou Higienista Oral, pois só eles lhe poderão dizer se tem outros factores causadores de halitose, tais como, Cárie Dentária, Gengivite, Periodontite, baixo fluxo salivar, excesso de placa bacteriana e tártaro.



Como prevenir as doenças orais:

(1) Escovar os dentes depois das refeições principais e antes de dormir, com uma escova de dureza média ou macia e com um dentífrico com flúor, mantendo-o na boca pelo menos durante dois minutos;

(2) Passar o fio dentário uma vez por dia;

(3) Usar elixires, pois têm um importante papel na prevenção da cárie dentária e sensibilidade dentária;
(4) Fazer uma alimentação saudável (evitando doces entre as refeições e consumindo alimentos com fibras); e
(5) Consultar o Médico Dentista e/ou Higienista Oral, duas vezes por ano.



Fonte: Saúde em Revista

Thursday, April 2, 2009

PAIS APRENDEM A CUIDAR DOS RECÉM-NASCIDOS



Liliana Ferreira





Os Encontros de Pais já regressaram aos espaços Babies "R" Us. Os workshops continuam em Abril e Maio e são conduzidos por formadoras perinatais que ensinam gratuitamente como cuidar do bebé nos seus primeiros meses de vida. A iniciativa resulta de uma parceria conjunta entre a Toys ‘R' Us e a Barrigas&Bebés.







Os meses que precedem o momento do parto estão repletos de novas experiências mas também muitas preocupações. A par da alegria do nascimento de um novo filho, surgem nos pais as primeiras dúvidas. Afinal, há que garantir o bem-estar do bebé.






‘Como fortalecer os laços entre pais e bebé? Qual a melhor forma de amamentar? Durante quanto tempo? Qual o vestuário mais adequado para os primeiros meses de vida? Quais as suas necessidades mais imediatas?'. Os temas abordados nos "Encontros de Pais" respondem a estas e outras preocupações.






Os workshops decorrem nas lojas Toys ‘R' Us de Almada, Aveiro, Braga, Cascais, Colombo, Gaia, Porto e Telheiras. Os interessados apenas precisam de se inscrever e comparecer no dia e horário determinado para a respectiva loja. O calendário dos Encontros de Pais encontra-se disponível em: http://www.babiesrus.pt/.




Fonte: ADBDCommunicare, Consultores Associados

EMAGRECER SEM RECEITA MÉDICA

 

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