Sunday, July 18, 2010

Download : Código de Doenças - CID 10



Código de Doenças  - CID 10
Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde
O arquivo é um soft que NÃO necessita de ser instalado. (testado em windows xp e SEVEN)
É só clicar no arquivo "pesqcid.exe".
Testado e aprovado!

Essencial para qualquer profissional de saúde.

Material enviado pelo Prof. Eduardo Augusto Lopes


link para download: ACESSAR

Saturday, July 3, 2010

A DIABETES EM PORTUGAL E NO MUNDO

TEMPERATURAS ELEVADAS EM PORTUGAL CONTINENTAL



De acordo com o Instituto de Meteorologia, está prevista uma subida das temperaturas máximas e mínimas a partir de Domingo e, que se prolongará nos dias seguintes. As temperaturas máximas poderão registar valores acima dos normais para a época e, em alguns locais de Portugal, em especial, nas regiões do interior norte e centro e nas regiões do sul, poderão registar-se valores acima dos 35ºC.

Por apresentarem temperaturas elevadas que podem provocar efeitos nefastos na saúde, a Direcção-Geral da Saúde alerta a população e as entidades responsáveis para a necessidade de se tomarem cuidados especiais, particularmente em relação às pessoas mais vulneráreis ao calor, como é o caso das crianças, dos idosos e das pessoas portadoras de patologias crónicas, recomendando a adopção das seguintes medidas:

Aumentar a ingestão de água ou sumos de fruta natural sem adição de açúcar, evitando as bebidas alcoólicas e bebidas com elevados teores de açúcar;
Nos períodos de maior calor procurar permanecer em ambientes frescos;
Evitar, sempre que possível, esforços físicos;
Evitar a exposição directa ao sol entre as 11 e as 17 horas;
Fora de casa utilizar roupa solta, cobrindo a maior parte do corpo, chapéu de abas largas, óculos com protecção contra radiação UVA e UVB e protector solar com factor igual ou superior a 30.
As pessoas que sofram de doença crónica ou estejam a fazer uma dieta com pouco sal ou com restrição de líquidos, devem aconselhar-se e seguir as recomendações específicas do seu médico.


Para mais informações, consulte o “Especial Verão” e/ou telefone para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24).


Fonte: DGS

Monday, June 21, 2010

DOS DOENTES COM SIDA TRATADOS NO HOSPITAL DE S. JOÃO, 90% TÊM UMA VIDA NORMAL

Sunday, June 20, 2010

TIROIDEIA ESSA DESCONHECIDA



Dr. J. Garcia e Costa e Dr. A. Galvão Teles

As hormonas tiroideias são sintetizadas pela tiroideia, órgão de pequenas dimensões, situado na face anterior e inferior do pescoço.

São indispensáveis níveis normais de hormonas tiroideias no sangue para que todo o nosso metabolismo funcione correctamente.

As hormonas tiroideias exercem uma acção fundamental em quase todos os órgãos e sistemas do nosso organismo, pelo que o seu excesso ou a sua diminuição em circulação provoca uma grande variedade de sintomas que podem ser de maior ou menor gravidade.

As doenças da tiroideia são muito frequentes. Podemos dividi-las, de uma forma simplista, em doenças em que existe alteração dos níveis sanguíneos de hormonas tiroideias (se aumento: tireotoxicose com ou sem hipertiroidismo e se diminuição: hipotiroidismo) e as doenças em que há alteração da morfologia da tiroideia: bócios (aumento de volume da tiroideia) ou nódulos.

Nas situações de disfunção tiroideia a sintomatologia é habitualmente muito exuberante e altera gravemente a qualidade de vida do doente. É importante fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento para impedir o aparecimento de complicações que podem ser graves.

No entanto, há situações subclínicas, arrastadas, em que a sintomatologia é escassa ou ausente mas que necessitam também de tratamento devido à sua evolução para situações de maior gravidade ou para o aparecimento de complicações, nomeadamente cardiovasculares.


Tireotoxicose

A tireotoxicose (excesso de hormonas tiroideias em circulação) pode ser provocada pela hiperfunção da tiroideia (hipertiroidismo) ou não. A causa mais frequente destas situações, sem hiperfunção da tiroideia mas com excesso de hormonas tiroideias em circulação, é a ingestão de hormonas tiroideias, muitas vezes prescritas erradamente, em situações não comprovadas cientificamente, como seja nas tentativas de emagrecimento, provocando elevados riscos para a saúde.

Noutras situações, existe indicação para o tratamento com hormonas tiroideias, que quando fornecidas em doses elevadas levam a um excesso de hormonas tiroideias em circulação. A dose, nestes casos, necessita de ajustamento após determinação laboratorial da função tiroideia.

As causas mais frequentes de hipertiroidismo são a doença de Graves (doença autoimune), os bócios tóxicos (nódulos da tiroideia hiperfuncionantes) e as tiroidites (processos inflamatórios da tiroideia). Em todos estes casos há uma hiperfunção da tiroideia com valores elevados de hormonas tiroideias em circulação (T3 e T4 livres) e diminuição da hormona tireotrófica (TSH). Na doença de Graves e na maior parte das tiroidites, devido à sua etiologia autoimune, os anticorpos antitiroideus são positivos, habitualmente com titulações elevadas.

A sintomatologia inclui cansaço e diminuição da força muscular que podem ser muito marcados, emagrecimento mas com o apetite mantido, palpitações devido ao aumento da frequência cardíaca (taquicardia), sudação, tremores, alterações emocionais (irritabilidade, ansiedade, depressão), aumento do número de dejecções, alterações menstruais, prurido e outras queixas menos frequentes. Pode existir ou não aumento de volume da tiroideia (bócio). O aumento dos enzimas hepáticos (transaminases) pode ser devido a um hipertiroidismo.

Na doença de Graves pode haver alterações oculares com protusão dos globos oculares e processo inflamatório local. Nos casos menos graves as pessoas referem apenas prurido ocular (sensação de areia nos olhos) e apresentam olhar fixo devido a uma retracção das pálpebras superiores. Esta doença atinge preferencialmente mulheres (8 vezes mais que nos homens) com idades compreendidas entre os 20 e os 40 anos.

As tireotoxicoses devem ser avaliadas por médicos com experiência nestas doenças, devido à variabilidade de apresentação, evolução e tratamento.


Hipotiroidismo

No hipotiroidismo (diminuição das hormonas tiroideias em circulação) a causa habitual também é a doença autoimune (anticorpos antitiroideus positivos) e os sintomas são habitualmente de instalação lenta (meses, anos), o que atrasa e dificulta o diagnóstico. Nestes casos, os níveis sanguíneos de hormonas tiroideias estão diminuídos (T3 e T4 livres) e a TSH encontra-se elevada.

Os sintomas principais são a astenia (cansaço marcado e progressivo), o aumento de peso, a sonolência, a pele seca e descamativa, voz mais grave, a obstipação e os edemas. Nos casos de aumento do colesterol ou da prolactina deve ser sempre avaliada a função tiroideia para despistar um eventual hipotiroidismo.

Doença nodular da tiroideia

A existência de nódulos da tiroideia é uma situação muito frequente, principalmente nas mulheres. A maior parte são de dimensões reduzidas (inferiores a 1 cm) recomendando-se apenas vigilância clínica.

Nas situações em que há nódulos maiores, ou que aumentaram rapidamente de dimensões, é indispensável a realização de biópsia, de preferência dirigida por ecografia, para despiste de lesões malignas que são, na maior parte das vezes, potencialmente controláveis. Apenas 5% dos nódulos da tiroideia são malignos.

Dr. J. Garcia e Costa,
NEDO-Núcleo de Endocrinologia Diabetes e Obesidade, Lda.

Dr. A. Galvão Teles,
NEDO-Núcleo de Endocrinologia Diabetes e Obesidade, Lda.


Fonte: Saúde em Revista

Tuesday, June 8, 2010

GINÁSTICA MENTAL


Andreia Pereira

Até que ponto pode o exercício físico ajudar a estimular a mente? Estudos recentes demonstram que, para além de bíceps perfeitos, uma actividade física regular pode ajudar a melhorar a memória e facilitar os processos de aprendizagem.



A conhecida frase "Mente sã em corpo são", celebrizada pelo poeta romano Juvenal, que remonta aos primeiros séculos da época cristã, ganhou outra dimensão à luz dos conhecimentos trazidos a lume pela neurociência. Mas, muito embora a ciência dê passos largos na descoberta de novos dados, não se pode dizer que o "casamento" entre o corpo e a mente seja uma novidade dos tempos que correm. O conceito de "atleta-académico", surgido na Grécia Antiga, ilustra o grau de importância concedido à actividade física na manutenção de uma boa forma corporal e intelectual.



Mais recentemente, os estudos de comportamento animal, - apesar de não demonstrarem dados completamente conclusivos - apontam para os benefícios psicológicos do exercício físico.



"Quando sujeitos a paradigmas de stress, os roedores [animais utilizados na investigação] reproduziram modelos depressivos - semelhantes aos dos seres humanos -, que se caracterizam, fundamentalmente, pela apatia e diminuição da actividade, perda de interesse e eficácia intelectual e cognitiva", diz Óscar Gonçalves, professor catedrático de Neuropsicofisiologia da Universidade do Minho.



Após um programa de exercício físico voluntário, "verificou-se uma melhoria desses padrões", sublinha. Na perspectiva deste investigador, nos seres humanos, o exercício físico - entendido como um "fármaco natural" - pode atenuar os sintomas da depressão. "Embora seja difícil estabelecer um relação de causalidade, o exercício físico pode ser bom regulador dos processos emocionais e um coadjuvante no tratamento da ansiedade e da sintomatologia depressiva", completa. Paralelamente, são conhecidos outros efeitos "acessórios" do exercício físico: despoleta um estado de espírito mais positivo e aumenta a eficácia do funcionamento cognitivo e intelectual.



Na tentativa de encontrar respostas para estes fenómenos, a ciência, através de estudos animais, demonstrou que os benefícios do exercício físico se relacionam com os processos bioquímicos, responsáveis pelo estabelecimento de conexões entre os neurónios.



"O exercício físico induz uma maior plasticidade das células nervosas, dos neurónios e das células da glia [células de suporte que ajudam a alimentar os neurónios]. Assim, do ponto de vista cognitivo, a actividade física induz a comunicação entre as células nervosas e facilita a formação de novos neurónios (processo conhecido por neurogénese)", afirma Óscar Gonçalves.



A revista Newsweek, escrevia, na edição de 7 de Abril de 2007, que o processo neuroquímico é desencadeado pela contracção muscular. A cada contracção do bíceps, é activado o envio de uma proteína, designada de IGF-1, que percorre toda a corrente sanguínea até alcançar o cérebro. Chegada ao cérebro, esta substância assume o comando na produção de neutrotransmissores, nomeadamente do factor neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, sigla do inglês). Esta molécula é responsável pelo sustento de várias actividades relacionadas com o intelecto.

Assim, o exercício físico regular proporciona um aumento dos níveis de BDNF, promovendo, simultaneamente, a produção de novos neurónios - embora em pequeno número na idade adulta - e o desenvolvimento de novas conexões entre as células nervosas.







Endorfinas: o "ópio" do corpo



As endorfinas - substâncias químicas libertadas durante o exercício físico - funcionam como "opiáceos" internos do organismo. Devido à falta de consenso científico, "não se pode confirmar se a sensação de euforia e bem-estar, que decorre do exercício físico, advém da libertação das endorfinas", diz Óscar Gonçalves. A oxigenação cerebral e, por conseguinte, uma maior nutrição dos tecidos é outra das eventuais explicações avançadas para justificar a regulação emocional que ocorre no período pós-exercício físico. Nesta matéria, existem alguns mitos que aliam a "dependência" do exercício físico à libertação de endorfinas.



Contudo, o especialista desmistifica esta teoria: "A dependência do exercício físico pode estar associada ao estado de conforto e bem-estar que se obtém no momento posterior ao esforço. Raramente um indivíduo relata sensações de euforia ou prazer durante uma actividade intensa."







O exercício da mente



O hipocampo é uma zona cerebral responsável pela aprendizagem e pela memória. O processo de oxigenação e vascularização, derivado do exercício físico, fomenta a formação de novas células e ajuda a reduzir os efeitos do cortisol. Esta substância, produzida pelo organismo, quando presente em doses moderadas, exerce uma acção imunitária. Mas, em excesso, perante uma situação de stress exacerbado, acaba por produzir efeitos tóxicos em diferentes zonas cerebrais. Segundo Óscar Gonçalves, o exercício físico, "como antagonista do cortisol, permite, também, contrariar a resposta aos ciclos do stress". Desta forma, assume-se como um antídoto do stress e da ansiedade.



Apesar do contributo do exercício físico na melhoria dos processos de aprendizagem e memória, o especialista sublinha que a melhor forma de "muscular" o cérebro e produzir uma maior eficiência mental é mantendo uma actividade intelectual regular. "A estimulação cognitiva é o elemento central da produção de novos neurónios e sinapses [conexões] entre os neurónios", considera o especialista, que avança com um exemplo: "O cérebro, à semelhança dos músculos [embora estes tenham uma maior plasticidade], necessita de estimulação para se manter em forma. Os neurónios, tal como os músculos, estão dependentes da activação constante."



Na perspectiva de Óscar Gonçalves, "Use it or loose it", à boa moda anglosaxónica, é o princípio que rege o funcionamento cerebral. A inactividade provoca, segundo o psicólogo, uma "atrofia das estruturas e, por conseguinte, uma diminuição da sua funcionalidade".







Fonte: Health & Wellness

Monday, June 7, 2010

Asma e DPOC: Respire bem pela sua saúde

Dr. Fernando Meneses

Centenas de milhões de pessoas sofrem em todo o mundo de doenças pulmonares, nomeadamente tuberculose, asma, pneumonia, gripe, cancro do pulmão e Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica. Destas, cerca de 10 milhões morrem todos os anos. As doenças respiratórias crónicas causam cerca de 7% de todas as mortes no mundo e representam 4% da carga global da doença como um todo.



À medida que as doenças respiratórias progridem, as agudizações dos sintomas, geralmente denominadas exacerbações, tornam-se progressivamente mais frequentes e mais graves, conduzindo a limitações importantes na capacidade de os doentes realizarem as suas actividades diárias e, consequentemente, reduzindo a sua qualidade de vida.


Quer a DPOC quer a asma devem ser atentamente seguidas pela comunidade responsável pela prestação de cuidados de saúde e pelas entidades governamentais. Trata-se de um grave problema de saúde pública, pois, apesar dos tratamentos eficazes actuais, a sua prevalência continua a aumentar.


Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, estima-se que, em 2020, a DPOC ocupe o terceiro lugar entre as doenças mais incapacitantes, tornando-se responsável por uma elevada morbilidade e mortalidade, sendo considerada um dos principais desafios na área das doenças respiratórias para as décadas vindouras. Já a asma, embora com uma mortalidade muito menor, apresenta uma prevalência ainda maior e contribui isoladamente ou associada a outras manifestações de doença alérgica, como a rinite, para uma diminuição de qualidade de vida.



A espirometria no diagnóstico precoce


O diagnóstico de DPOC deve ser considerado em qualquer pessoa que apresente sintomas como tosse, expectoração, dispneia, e/ou uma história de exposição a factores de risco desta doença, tais como o tabagismo e a exposição profissional a poluentes atmosféricos. No caso da asma, esta é caracterizada por crises de falta de ar recorrentes e muitas vezes ligadas a queixas nasais, que se associam frequentemente a uma sensibilização a diferentes alergénios (pólenes, ácaros do pó da casa, etc.).


É importante que o diagnóstico destas doenças seja feito atempadamente e, sempre que possível, deverá ser confirmado por espirometria, método de diagnóstico simples e não invasivo que permite a avaliação de diversos parâmetros da função pulmonar, alterados nestas doenças.


O tratamento farmacológico deve ser orientado pela clínica e pelo estudofuncional respiratório e visa melhorar e impedir o aparecimento de sintomas, aumentar a tolerância ao exercício e melhorar a qualidade de vida dos doentes, afectada com o aparecimento e agravamento destas doenças.


Em caso de suspeita de doença respiratória crónica, como a DPOC ou a asma, é essencial a realização de estudo funcional respiratório - espirometria.


A existência de uma rede de espirometria disponível em todo o país e acessível aos cuidados de saúde primários é fundamental para uma boa saúde respiratória de todos, permitindo um diagnóstico precoce e o início de um tratamento adequado.


Se tem sintomas respiratórios como cansaço fácil, tosse ou queixas nasais persistentes, solicite ao seu médico a realização de uma espirometria... pela sua saúde...


Dr. Fernando Meneses, Pneumologista,
Responsável pela Consulta de Asma e pelo Laboratório de Função Respiratória do Hospital Garcia de Orta, em Almada





Thursday, May 27, 2010

ENVELHECIMENTO: VERDADE OU CONSEQUÊNCIA?



Andreia Pereira
"O livro do antiaging - técnicas para rejuvenescer", da autoria do médico espanhol Javier Guëll, é um manual para quem pretende conservar a juventude por mais anos.


Os Alphaville, numa das suas baladas, diziam assim: "Forever young. I want to be forever young. Do you really want to live forever?" Com certeza muitos seres humanos levantariam a mão em sinal de resposta afirmativa. Afinal, viver é um confronto directo com a linha do tempo.

Mas poderá o ser humano interferir neste processo? Segundo a obra "O livro do antiaging - técnicas para rejuvenescer", com o carimbo da Esfera dos Livros, é possível atrasar o envelhecimento. Em conversa com o seu autor, Javier Guëll, cardiologista espanhol, percebemos os "truques" para abrandar a corrida contra o tempo.

Conforme afirma Javier Guëll, não existe uma "receita mágica" para retardar o envelhecimento. Contudo, fórmulas simples, reveladas ao longo de 14 capítulos desta obra, ajudam-nos a entender como travar o avanço da idade.

O cardiologista, alerta, no entanto, que não basta aumentar o número de anos. "É preciso viver com qualidade de vida." De há um século a esta parte, a esperança de vida quase duplicou: em 1900, a população mundial vivia até aos 49 anos. Actualmente, fruto dos progressos da ciência e da medicina, nos países desenvolvidos, as pessoas alcançam, em média, os 85 anos. Porém, o autor afirma que "ainda estamos longe do recorde de idades" atingido por Cruz Hernandes Rivas, uma mulher residente em El Salvador, que faleceu no ano passado com 128 anos.

Mas, afinal, o qual o papel da medicina antiaging quando se sabe, à partida partida, que ultrapassar os 100 anos pode ser um acto quase prometeico? "A medicina antiaging ocupa-se dos aspectos científicos, médicos, sociais, de conduta, relacionados com a longevidade e com uma boa qualidade de vida, à medida que os anos vão passando", esclarece o autor, aludindo a uma das passagens do seu livro.

Contudo, fica, ainda, uma dúvida: de que adianta aumentar o número de anos se podemos não resistir às fragilidades biológicas associadas ao envelhecimento? "É precisamente esse o plano de intervenção da medicina antiaging: investir na prevenção dos problemas, antes que estes apareçam com a idade.

Quanto mais nos desgastarmos, mais rápido é o processo de deterioração, pelo que nos devemos conservar por mais tempo. E é aqui que reside o grande desafio: alcançar as idades mais avançadas com melhores condições físicas e mentais."

Face ao avanço da idade, o autor aconselha uma postura activa perante a vida, sem cruzar os braços ao envelhecimento. "Existem registos de que as pessoas centenárias mantiveram um estado activo", corrobora. O "envelhecimento activo" é, aliás, uma das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). "Por outras palavras, a OMS promove o antiaging, ao apostar num estilo de vida na qual se integra uma nutrição adequada, exercício físico, uma sexualidade satisfatória e dormir bem", afirma Javier Güell no seu livro.


Fonte: Health & wellness

Tuesday, May 18, 2010

O exercício durante a gravidez

José Soares

O exercício tem vindo, ao longo dos tempos, a assumir um papel decisivo na adopção de estilos de vida saudáveis. Para além da alimentação, o exercício é um factor preponderante não só na prevenção de algumas doenças, com particular relevo para as patologias cardiovasculares, mas também como coadjuvante terapêutico.



A prática de actividade física durante agravidez é hoje um tema de inegável interesse e actualidade. Se atentarmos nas recomendações do prestigiado American College of Obstetrics and Gynecology (ACOG) ao longo dos últimos anos, percebemos que as posições se têm vindo a alterar gradualmente.


Num boletim técnico da ACOG de 1985 era claramente sugerido que a grávida não deveria realizar exercícios com uma frequência cardíaca acima dos 140 batimentos/minuto e não deveria realizar esforços intensos por períodos superiores a 15 minutos.


Alguns anos mais tarde, em 1995, a mesma organização estabelece claramente que não existem dados que permitam inferir que a grávida deverá limitar aintensidade do exercício, sob pena de aumentar o risco de efeitos adversos.


Mantendo, no entanto, a recomendação de serem evitados esforços exaustivos, em 2002, surge um documento oficial do ACOG com o título "Exercise during pregnancy and the postpartum period: ACOG Comitee Opinion 267". em que é claramente referido que, não havendo contra-indicações, a grávida deverá ser encorajada a realizar exercícios de média intensidade.


É a primeira vez que é recomendado formalmente que o exercício deverá fazer parte do estilo de vida da grávida. Tal como para qualquer outra pessoa, não havendo gravidez de risco, a grávida deverá seguir as normas orientadoras gerais do American College of Sports Medicine e do U.S. Center for Disease Control and Prevention.


Estas postulam que os adultos deverão realizar "30 minutos de exercício físicomoderado na maioria, senão na totalidade, dos dias da semana".


Apesar de não haver evidências que restrinjam o exercício físico nas grávidas, existem contra-indicações absolutas e relativas tal como se refere nas recomendações do American College of Obstetrics and Gynecology Comitee Opinion (para saber mais, www.acog.org).



Bem-estar na gravidez


Cerca de 90% das grávidas que praticam exercício, continuam a fazê-lo após o nascimento. Este facto é de extrema relevância, dado que o exercício durante a gravidez poderá ser um estímulo para a adopção de um estilo de vida activo com todas as consequências positivas que se conhecem da actividade física na saúde.


De uma forma geral, a grávida que faz exercício regularmente apresenta um sistema cardiovascular mais funcionante, uma menor prevalência de problemas musculoesqueléticos e, particularmente, uma menor incidência de lombalgias e dores pélvicas. Em termos psicológicos, estas mulheres, segundo alguns estudos, melhoram a auto-imagem, toleram melhor o stresse laboral e sofrem de menor instabilidade psicológica pós-parto.


Relativamente às recomendações práticas sobre o exercício para a grávida, salienta-se que para as futuras mães não habituadas a fazerem exercício, a caminhada, os alongamentos e as actividades holísticas do tipo ioga são altamente recomendáveis. De uma forma geral, as actividades que estão completamente contra-indicadas são o mergulho, as actividades em altitude, os exercícios com risco de queda e com risco de trauma abdominal.


O exercício durante a gravidez, salvo contra-indicações específicas, é altamente recomendável, contribuindo para a melhoria da auto-estima, do bem-estar e da saúde, tanto da mãe como da criança. Não esquecer que o exercício só deverá ser iniciado depois de consulta médica e o programa deverá ser sistematicamente ajustado à condição física da praticante, às suas condições clínicas e ao estado da gravidez.



Recomendações gerais para a prática de exercício na gravidez:


> Consulta médica prévia para determinar possíveis contra-indicações específicas;


> O exercício deverá ser imediatamente interrompido e consultado um médico, quando se registar qualquer uma destas situações: sangramento vaginal, dificuldades respiratórias durante e após o esforço, cefaleias, dor no peito, tonturas e/ou vertigens, fraqueza muscular, contracções uterinas, diminuição dos movimentos fetais, fluidos vaginais anormais.






10 RAZÕES PARA NÃO PARAR DE FAZER EXERCÍCIO!



José Soares
É já lugar comum referir as inúmeras vantagens do exercício físico. Para além de ter um papel decisivo na prevenção de inúmeras doenças, pode também assumir uma grande importância como agente terapêutico. A osteoporose, a diabetes tipo 2 e as doenças cardiovasculares são disso bom exemplo. Primeiro, ajuda a prevenir e, depois de instaladas, ajuda a tratar.



1 - Não tenho tempo para fazer 30 minutos de exercício.

ESTRATÉGIA: Faça o que puder. Cada passo conta. Se não puder 30 minutos, caminhe durante 10 minutos com passo alargado e vá aumentando gradualmente. Se não puder, suba e desça as escadas do prédio. O pior de tudo é ficar parado. Mexa-se!


2 - Fico muito cansado depois de sair do meu gabinete.

ESTRATÉGIA: Planeie algo activo para antes ou durante o dia do trabalho. Reduza o tempo do almoço e ande um pouco. Na maioria das vezes, o cansaço é intelectual. Fazer exercício liberta endorfinas que dão uma sensação de bem-estar e, não raras vezes, de euforia.


3 - Não tenho equipamento adequado.

ESTRATÉGIA: Uns sapatos confortáveis, umas meias suaves e uma camisola de algodão ou simples t-shirt são suficientes. Não é necessário vestuário sofisticado! Para iniciar as suas aulas de ténis não precisa de um equipamento a rigor e uma raquete igual à do Roger Federer! Mais importante do que a forma é o conteúdo.


4 - Tenho vergonha de fazer actividades de grupo.

ESTRATÉGIA: Quase todos temos. Como diz o povo "quem tem vergonha passa mal". Ainda que nos sintamos desajeitados e descondicionados, lembremo-nos que todos já passaram por essa fase. Nunca aprenderemos, se não fizermos!


5 - Não quero ter dores musculares.

ESTRATÉGIA: Os exercícios não precisam ser exaustivos. Deverão começar de forma gradual e progressiva. Um conselho: nos primeiros dias, evite fazer descidas e realizar exercícios onde os membros suportam o peso contra a gravidade. As dores musculares retardadas (aquelas que sentimos no dia seguinte) são provocadas por exercícios demasiado intensos ou "excêntricos", ou seja, exercícios em que as extremidades se afastam. O que faz doer no dia seguinte não é levantar o peso, é baixá-lo! Por isso, nos primeiros dias, devemos, por exemplo, levantar o peso com um braço e baixá-lo com a ajuda do outro braço para diminuirmos o stress mecânico e, assim, as dores retardadas.
10 Razões para não parar de fazer exercício!
José Soares
É já lugar comum referir as inúmeras vantagens do exercício físico. Para além de ter um papel decisivo na prevenção de inúmeras doenças, pode também assumir uma grande importância como agente terapêutico. A osteoporose, a diabetes tipo 2 e as doenças cardiovasculares são disso bom exemplo. Primeiro, ajuda a prevenir e, depois de instaladas, ajuda a tratar.



1 - Não tenho tempo para fazer 30 minutos de exercício.

ESTRATÉGIA: Faça o que puder. Cada passo conta. Se não puder 30 minutos, caminhe durante 10 minutos com passo alargado e vá aumentando gradualmente. Se não puder, suba e desça as escadas do prédio. O pior de tudo é ficar parado. Mexa-se!


2 - Fico muito cansado depois de sair do meu gabinete.

ESTRATÉGIA: Planeie algo activo para antes ou durante o dia do trabalho. Reduza o tempo do almoço e ande um pouco. Na maioria das vezes, o cansaço é intelectual. Fazer exercício liberta endorfinas que dão uma sensação de bem-estar e, não raras vezes, de euforia.


3 - Não tenho equipamento adequado.

ESTRATÉGIA: Uns sapatos confortáveis, umas meias suaves e uma camisola de algodão ou simples t-shirt são suficientes. Não é necessário vestuário sofisticado! Para iniciar as suas aulas de ténis não precisa de um equipamento a rigor e uma raquete igual à do Roger Federer! Mais importante do que a forma é o conteúdo.


4 - Tenho vergonha de fazer actividades de grupo.

ESTRATÉGIA: Quase todos temos. Como diz o povo "quem tem vergonha passa mal". Ainda que nos sintamos desajeitados e descondicionados, lembremo-nos que todos já passaram por essa fase. Nunca aprenderemos, se não fizermos!


5 - Não quero ter dores musculares.

ESTRATÉGIA: Os exercícios não precisam ser exaustivos. Deverão começar de forma gradual e progressiva. Um conselho: nos primeiros dias, evite fazer descidas e realizar exercícios onde os membros suportam o peso contra a gravidade. As dores musculares retardadas (aquelas que sentimos no dia seguinte) são provocadas por exercícios demasiado intensos ou "excêntricos", ou seja, exercícios em que as extremidades se afastam. O que faz doer no dia seguinte não é levantar o peso, é baixá-lo! Por isso, nos primeiros dias, devemos, por exemplo, levantar o peso com um braço e baixá-lo com a ajuda do outro braço para diminuirmos o stress mecânico e, assim, as dores retardadas.

6 - Tenho medo de me sentir hipoglicémico.
ESTRATÉGIA: Sendo saudável, faça exercício sempre acompanhado de uma bebida desportiva ou de uma barra energética. Uma banana antes de uma actividade física é um procedimento eficaz para prevenir ahipoglicemia. Se for diabético, consulte o seu médico e siga as recomendações para o exercício com diabéticos (veja, por exemplo, em diabetesforeningen.dk)


7 - Caminhar provoca-me dores nos joelhos.

ESTRATÉGIA: Normalmente as dores provocadas pela caminhada reflectem algum tipo de patologia ou insuficiente capacidade muscular para suportar o peso por (i) fraqueza muscular, (ii) desequilíbrio muscular - alguns músculos estão demasiado desenvolvidos relativamente a outros, (iii) excesso de massa adiposa e reduzida massa isenta de gordura. Para contrariarmos esta tendência, antes de iniciarmos um programa de marcha ou corrida, deveremos reforçar a musculatura dos membros inferiores e, caso seja necessário, diminuir o peso através de uma dieta adequada.


8 - Está muito frio.

ESTRATÉGIA: Frio, calor ou humidade são sempre desculpas para não fazermos nada. Em primeiro lugar, uma das razões para o aumento da incidência de infecções respiratórias no Inverno é não o frio, mas os ambientes fechados que são muito mais contaminantes. Habituemo-nos a andar ao ar livre. O que fariam os habitantes dos países nórdicos? Mesmo assim, se não suportarmos o frio ou o calor, os ginásios são uma solução. E em final de linha, vá ao centro comercial e ande!


9 - Tenho medo de ficar pior.

ESTRATÉGIA: Salvo condições muito especiais, pior do que o exercício é não fazer exercício. Antes de iniciar o seu programa consulte um médico. Mesmo que seja saudável, qualquer homem com mais de 45 anos ou mulher com mais de 55 anos, mesmo sem factor de risco, deverá consultar um médico antes de iniciar a actividade física.


10 - O exercício é aborrecido.

ESTRATÉGIA: Há múltiplas formas de fazer exercício. Encontre a que mais gosta ou a que menos detesta. Se não gosta de andar, ande de bicicleta, ou faça natação, ou vá para um ginásio e faça uma aula de grupo, ou faça ioga, ou, ou, ou... Há inúmeras formas de despender energia. Tantas quantas as desculpas para não fazer!





Fonte: Health & wellness
 

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